Lá em Casa

E a chupeta foi embora!!

15 de dezembro de 2016

Gente, a chupeta é um daqueles itens que tem o poder de gerar em nós amor e ódio. Já falei sobre isso por aqui antes.

Eu sei que as minhas filhas só chupam chupeta porque eu dei. Sei que foi uma escolha minha. Mas isso não diminui a dificuldade na hora de tirar.

Se você olhar nos posts lá começo do blog, vai encontrar alguns posts sobre a “deschupetização” da Manuela. Foi um pouco difícil, mas menos do que eu imaginava. Com a Ana Júlia, eu previa que seria mais desafiador, devido a sua personalidade bem diferente da irmã. E foi. Mas não tanto.

Antes de explicar como foi o processo, vamos a alguns esclarecimentos.

Pode dar chupeta?

Chupeta é um bico artificial, que pode atrapalhar a amamentação. Já ouvi gente dizendo que, se for para dar chupeta, espere pelo menos a criança estar mamando bem, uns dez dias depois do nascimento. Mas também já ouvi história que criança que nunca chupou chupeta, mas, quando começou a usar o copo de transição de bico de silicone com seis meses, passou a ter dificuldade na amamentação. E também já ouvi casos de crianças que chuparam chupeta e mamaram no seio muito bem, obrigada.

Ou seja, não é regra e a escolha é sua, mas o consenso das entidades de saúde é: evite a chupeta.

Se der a chupeta, quando tirar?

Na época que estava grávida da Manuela, no curso de gestante, ouvi um odontopediatra e o fonoaudiólogo dizendo que o prazo máximo para retirada da chupeta era 2 anos e meio. A partir disso, ela já poderia prejudicar significativamente tanto a dentição quanto a fala.

Que cuidados são necessários com a chupeta

Se você optar por dar a chupeta, é importante mantê-la sempre limpa, esterilizada pelo menos até os seis meses, escolher uma com bico ortodôntico e evitar que a criança durma a noite toda com ela. Essa era a recomendação desses profissionais da palestra: quando o bebê dormir, tire da boquinha.

Para facilitar a retirada

Tanto com a Manuela quanto com a Ana Júlia, eu tomei alguns cuidados que acho que foram fundamentais para facilitar o processo de retirada:

– Tempo de uso: eu sempre procurei limitar o uso da chupeta apenas para dormir. No caso da Manuela ela usou durante o dia até um ano de idade. A Ana Júlia sempre usou apenas dormindo.

– Não deixar pendurada na criança: nunca deixei a chupeta pendurada na roupinha ou ao alcance da criança. Acho que deixar o tempo todo à vista estimula o uso, assim como deixar que a criança pegue sozinha sempre que quiser. Se for um momento “proibido”, isso vai só gerar estresse.

– A regra de só usar chupeta para dormir era em TODOS os lugares. Avós também seguiam a regra.

– Eu não mandava a chupeta para a escola porque quando elas estavam com sono, elas dormiam lá sem drama e sem chupeta!

Para evitar estresse

Mas como eu sempre digo que a gente tem que fazer a vida mais simples, eu também tinha alguns cuidados para diminuir o estresse:

– eu sempre tive três chupetas. Uma que a criança estava usando, uma que ficava na gaveta no quarto e uma que ficava na bolsa.

– eu sempre tive uma chupeta que brilhava no escuro. Por volta dos seis meses, a criança já consegue pegar a chupeta sozinha no berço durante a noite.

– eu usava chupetas da Mam, que são lindas (isso não tem nada a ver com estresse, mas com estética hahahaha)

– eu sempre tive porta chupetas simples e pequeno para carregar a chupeta com facilidade em qualquer bolsa e sem chamar muita a atenção da criança.

O processo de deschupetização

Quando começou o momento de tirar a chupeta da Ana Júlia, eu falava de vez em quando que a gente ia jogar a chupeta fora e ela falava “vamos jogar fora. Depois a gente busca lá fora” hahahahaha. Com base nas diferenças de personalidade, eu sabia que apenas dizer que a Ana não ia mais usar a chupeta (como foi com a Manuela) não seria bem-sucedido. Então, comecei a pensar em estratégias…

Li sobre a possibilidade de “estragar” a chupeta, usando um ralador, para que a própria criança rejeitasse. Também pensei sobre “perder acidentalmente” a chupeta, mas confesso que fiquei com medo dessa técnica. E, por fim, pensei sobre trocar a chupeta por um presente.

No final das contas, achei que essa última opção seria a melhor estratégia por aqui. Quando ela estava com dois anos e cinco meses, acordei e perguntei se ela queria comprar um presente bem especial. Ela disse que queria um ursão bem grande. Eu disse que poderíamos comprar, mas – para isso – ela precisaria jogar a chupeta no lixo.

Ela saiu correndo e jogou no lixo do banheiro!

No mesmo dia, levei-a na loja para escolher o urso. Mas quando a gente chegou em casa, na hora de dormir, ela pediu. Eu disse que ela tinha jogado fora e trocado pelo urso. Ela abraçou o urso e chorou.

Ao entender que a chupeta não voltaria, ela não pediu mais, mas continuou chorando todas as noites antes de dormir.

E foi tenso. Além de chorar antes de dormir, correr pela casa, sair da cama, ela diminuiu significativamente o tempo de sono. Passou a dormir muito mais tarde e acordar muito mais cedo. E claro que não dormia durante o dia.

Ou seja, passava o dia de mau-humor. Além do sono, eu percebia que ela estava sofrendo com abstinência. Estava muito sensível, irritadiça, brigando por tudo, com sono… Pensa no cenário perfeito para o estresse.

Esse auge do drama durou uns 10 dias. Depois disso, as coisas começaram a melhorar significativamente. Nós até mesmo fomos viajar e tivemos tranqüilidade para dormir fora de casa.

Depois de uns 20 dias, aceitei a “deschupetização” como um processo completo. Não tem mais drama, não tem mais crise. Ah, até achamos a chupeta que estava guardada. Ana Júlia encontrou sem querer, mas, mais que depressa, disse “tchau” e fiz voar pela janela. E todo muito ficou feliz.

As escolhas

Eu não me arrependo de ter dado chupeta para as minhas filhas, mesmo com a dificuldade de tirar. Um dia eu posso fazer um vídeo explicando por que fiz essa escolha. Não posso garantir que faria de volta em um terceiro filho, mas hoje não me arrependo do que passou.

E como foi a deschupetização por aí?

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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