Sobre Filhos

Bebês, crianças e nariz escorrendo

14 de agosto de 2015

Morando em Curitiba (um lugar que normalmente faz frio), a impressão que tenho é que minhas filhas estão sempre com o nariz escorrendo e com tosse, especialmente a Ana Júlia (com 1 ano e 3 meses). Isso acontece porque os bebês estão mais suscetíveis a alterações alérgicas que atingem o sistema respiratório (desde o nariz até os pulmões). O médico otorrinolaringologista Ayrton de Magistris, explicou que as crianças logo após o nascimento não têm seu sistema de imunidade completo, o que a deixam mais vulneráveis. “O bebê ainda está se acostumando com o ambiente fora do útero. Está recebendo anticorpos da mãe, pelo leite materno, e se adaptando às mudanças”, ressalta.

Quando perguntei sobre as infecções respiratórias, ele explicou que para evitar as infecções, o passo mais importante é tratar as inflamações. “Quando o organismo é irritado por algum agente externo – pó no nariz, por exemplo -, a resposta natural imunitária é uma inflamação, que é boa se for controlada.”

Segundo o especialista, quando acontece essa irritação – seja no nariz até o pulmão – o organismo responde enviando mais sangue para o local afetado. O objetivo é encharcar o tecido e limpar essa região. Com mais líquido na área, pode acontecer um edema ou uma inflamação. Quando a inflamação não é controlada, o tecido fica mais suscetível a infecção por vírus e bactérias que estão no ar, nas mãos, nos objetos que usamos e também dentro do nosso corpo.

Aproveitei a conversa, para tirar outras dúvidas sobre o tema:

Por que as infecções/ inflamações respiratórias parecem tão comuns e recorrentes?

Porque o pulmão é um órgão muito sensível. Para permitir a troca gasosa, a película que o forma é muito fina, tornando-o mais suscetível à irritação por agentes externos e às complicações.

Por que esses problemas são mais comuns no inverno?

Porque, em geral, no inverno o tempo está mais seco e há mais pó no ar – que irrita mais facilmente o sistema respiratório.

Além disso, quando respiramos o ar frio, o organismo envia mais sangue para as vias aéreas superiores para tentar aquecer a região, no mesmo processo de limpeza descrito ali em cima. Assim, o tecido é literalmente encharcado de líquido, que sai em forma de coriza.

“Existem ainda pessoas que são literalmente alérgicas ao choque térmico. O contato com o ar frio gera uma reação inflamatória imediata”, comenta.

Quais sintomas são um sinal de alerta?

A coriza e a tosse podem ser sinais comuns (a tosse é um reflexo para expulsar algum corpo estranho do organismo). Os pais devem ficar atentos, entretanto, quando a criança apresentar dificuldade de respirar, tendo uma respiração mais profunda, mais rápida e com o peito tremendo. Isso mostra que o ar não está entrando como deveria.

Higienizar o nariz é uma atitude que ajuda a prevenir doenças respiratórias?

Sim, pois ajuda a limpar a região, eliminando os agentes que causam irritação. Para o Dr. Ayrton, limpar o nariz deveria ser uma atitude diária como tomar banho. “O recomendável a pacientes com alterações respiratórias, como rinite, sinusite ou viroses, é fazer a higienização nasal pelo menos três vezes ao dia. Manter as vias aéreas superiores limpas, sem obstruções, é muito relevante à saúde”.

O muco nasal pode ficar mais denso quando a higiene nasal não é realizada. Ele pode acabar se acumulando no nariz e funcionar como um depósito de poluentes e antígenos, provocando as alergias, infecções e até mesmo doenças mais graves. “O muco contaminado pode se deslocar aos ouvidos, às cavidades sinusais e para a garganta, causando infecções como sinusites, otites, faringites, e bronquites. Estes já são quadros mais avançados e delicados”, alerta o especialista. A higienização nasal limpa essa cavidade nasal, eliminando os focos alérgicos e estimulando a circulação. “O depósito de substâncias que estimulam as reações alérgicas, assim, é evitado”.

Qualquer produto é indicado?

O Dr. Ayrton falou que os melhores produtos para higienização nasal são aquelas em spray, que espalham bem o produto por todo o nariz. Ele deve ser composto de água purificada e 0,9% de cloreto de sódio (melhor ainda se for derivado do sal marinho). Dois produtos que ele indicou foram o Maresis e o Fluimare. Aqui em casa, normalmente uso o Rinosoro e o Sorine. Agora, quando acabarem, vou escolher um destes dois.

Confesso que não sou muito diligente com a limpeza nasal das meninas, principalmente porque é um sacrifício com a Ana Júlia. Mas depois da entrevista, voltei a limpar todo dia o nariz dela. E, com a Manuela, duas a três vezes por dia, por causa da rinite.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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