Para Mães e Pais

Meu bebê bate no meu rosto: o que fazer?

3 de dezembro de 2015

Como agir quando o bebê bate no rosto da mãe ou de outra pessoa? Aqui em casa, Ana Júlia passou por isso em duas fases distintas, que precisaram de intervenções diferentes também:

Dos oito meses: Quando ela tinha cerca de 8 meses, ela começou a bater no nosso rosto. E claramente ela fazia como uma brincadeira, não entendia o que isso significava ou que podia machucar.

Nessa época, eu segurava a mão dela e dizia “não” firmemente. Mas eu também buscava substituir o comportamento ruim pelo comportamento bom. Então, ao segurar a mão dela, eu passava no meu rosto e dizia: “bater, não. Carinho”. Isso foi importante  para ela associar o bater como negativo e o carinho como positivo.

Essa atitude foi fundamental aqui em casa por conta da Manuela. Graças a Deus, ela não revida quando a Ana bate nela. Então, ela também aprendeu a falar: “bater, não. Carinho”. Assim, ela se defendia, evitava o conflito e entendia que a irmã não fazia por mal e, sim, porque ainda não sabia que isso era ruim.

Não foi imediato, mas em algumas semanas, conseguimos sumir com esse comportamento.

Depois de um ano e alguns meses: Com pouco mais de um ano, Ana Júlia começou a ter algumas reações bem negativas diante da frustração – algo completamente normal para as crianças, que ainda não sabem lidar com esse sentimento.

Uma dessas reações é a de bater. Quando a gente diz “não”, há vezes em que ela vem para nos bater, extremamente brava e frustrada, e não apenas no rosto. Ou seja, sim, o bebê bate também como uma forma de agressão.

Nesse caso, o começo do processo é o mesmo: segurar a mão e dizer “não pode bater” bem firme. Só que nessa hora, pedir para fazer carinho será inútil diante da frustração da criança. Se ela insiste em bater, eu sento ela em algum lugar e digo que aquele comportamento não é aceitável e fico a certa distância. Geralmente, ela para de bater e eu consigo acalmá-la sem me afastar.

Agora, nessa idade, se ela bate sem a crise completa de birra, ou seja, se é possível estabelecer uma comunicação com ela quando acontece o tapa, eu falo que doeu. Coloco a mão, digo “ai, dodói”, forço um chorinho… Enfim, nessa idade, a criança já tem mais empatia e sabe o que é dor. Isso também ajuda a que ela perceba a consequência do seu ato em quem ela ama.

Isso tem funcionado por aqui. Agora é muito raro a Ana bater. Realmente, tem acontecido apenas nesses momentos de frustração extrema, mas ainda perder para o se jogar no chão e bater os pés.

bebê bate no rosto

Opinião profissional
Pedi para a psicopedagoga Cassiana Tardivo, da consultoria Things To Teach, falar um pouco sobre esse tema e fiquei feliz em saber que estou agindo certo. Dá uma olhada:

“Ainda cedo o bebê bate no rosto da mamãe ou outras pessoas. Nesse início não tem uma intenção clara de agressão. No entanto, conforme o tempo vai passando, ele passa a agir desta forma quando quer afastar o adulto ou ‘reclamar’ de algo que está descontente.

Embora seja, o bebê bate como uma manifestação natural, os adultos vão ensinar a criança que essa linguagem física para manisfestar seu descontentamento não pode ser usada. Da mesma forma que, mais para frente, a criança também irá aprender que morder, empurrar, bater, puxar cabelo não são comportamentos socialmente aceitáveis.

É natural o bebê se manisfestar dessa forma porque a linguagem oral ainda não é tão significativa, não conseguindo se expressar para dizer: pare, não faça isso, não gosto daquilo…

Então o jeito certo de ensinar a criança é contê-la fisicamente. Ou seja, segure a mão, o braço e diga de forma clara e firme: Não! Faça também uma expressão facial firme, pois não adianta falar “não” e rir porque achou engraçado. Este tipo de reação confunde a criança e, como a linguagem oral faz menos sentido que a física, ela irá entender que tudo é brincadeira.

Faça isso todas as vezes que o tapa ou a ‘agressão física’ acontecer. Isso significa que fará muitas vezes, mas é assim mesmo, não pense que não está dando certo. Está sim, mas a passagem da linguagem física para oral demora, é um processo lento e nesse processo todo a criança precisa ser ensinada.

Com o tempo, quando começar a falar, ensine-a a dizer quando não gosta de algo para que ela aprenda a manifestar suas opiniões por meio da linguagem e assim ela vai aprendendo novamente por meio de novas palavras a dizer o que sente ao invés de agredir.”

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Comentários

  1. Kelly disse:

    POIS AXEI MUITO INTERESSANTE-MEU FILHO-ESTA NESSA FASE E N SQBIA-REAGIR Q FICAVA AO PONTO DE EXPLODIR MAIS AXEI…E VAI ME AJUDA MUITO OBRIGADO BJ

    1. Melina disse:

      Aqui em casa passou completamente!! :)

  2. Jaqueline disse:

    Minha filha começou a bater no meu rosto e eu também usei esta tática de segurar a mãozinha, dizer que faz dodói e logo depois passo novamente fazendo carinho, depois disso ela olhava para mim e batia de novo, mas desta vez dava para notar que ela estava tentando fazer o carinho (rsrsr), novamente eu ensinava a fazer carinho corretamente. Agora ela já parou de bater, mas ainda não sabe fazer carinho, kkkk. Enfim tudo é um aprendizado e cabe a nós controlarmos nossas emoções e a dos pequenos também. Abraço!.

  3. Franciella disse:

    Olá, Boa noite! Estou uma fase com meu bebê de 1ano 8meses muito estressante, ele faz birra se joga no chão e gosta de me bater no rosto ou então pega qualquer coisa e vem p cima para me bater ; muito desobediente. Isso faz com q nois mãe ficamos bravas, eu repreendo ele pego a mão dele e falo q não pode e bato mas ele continua e eu bato até ele parar na mão. Estou fazendo o correto ? Preciso de ajuda as vezes acho q não estou sabendo educar meu filho. Ele é muito teimoso não obedece e bravo..

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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