Lá em Casa

O dia em que minha filha colou na prova

13 de abril de 2016

Manuela teve prova de inglês. Chegou em casa e, na maior ingenuidade, falou: “- Tinha uma palavra que eu não sabia e daí eu olhei no livro. Mas foi só uma”.

Quando ela disse que “foi só uma”, eu percebi que ela sabia muito bem que tinha feito algo errado.

Então, o diálogo se seguiu:

– Mas, filha, podia olhar no livro?

– A professora não disse nada.

– Mas quando tem prova, pode olhar no livro?

– Não.

– Então, você não podia olhar. Isso é errado.

– É trapaça?

– Sim. É colar. É você sabe que não pode, né?

– Sim.

Não gritei. Não deixei de castigo. Não dei bronca. Esse nosso papo foi calmo e tranquilo. Porque, afinal, ela veio contar espontaneamente e isso deve de alguma forma ser recompensado.

Mas o erro não pode ficar sem correção. Entretanto, deve ser uma correção coerente. Portanto, disse que ela teria que contar o que fez para a professora de inglês. Talvez ela perdesse nota, mas era o certo a se fazer.

Passaram alguns dias até que encontrasse a teacher novamente. Mas quando encontrou, contou o que fez. E, segundo a Manuela , a professora “falou, falou, falou” enquanto ela “ouviu, ouviu, ouviu” (suas palavras hahahaha). Ou seja, rolou um sermão.  Mas a professora disse que ainda iria ver em relação à nota.

Nesse dia, fiz questão de dizer para a Manuela que estava orgulhosa dela. Orgulhosa porque ela me contou o que fez de errado mesmo correndo o risco de ficar de castigo. Orgulhosa porque ela se dispôs a reparar o erro seguindo minha orientação de falar com a professora, mesmo que pudesse passar vergonha e perder nota. Orgulhosa porque as pessoas boas não são aquelas que nunca erram, mas aquelas que erram e se dispõem a consertar seu erro.

Ontem, 10 dias depois, ela teve outra prova de inglês. Perguntei como foi e ela disse “até que foi fácil e eu não trapaceei!”

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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