Para Mães e Pais

Se a criança viu os pais brigando, ela precisa ver a reconciliação

18 de julho de 2017

Outro dia, eu e meu marido tivemos uma discussão mais acalorada aqui em casa. Graças a Deus, já não é mais comum a gente discutir em voz alta um com o outro. Já foi bastante rotineiro, há algum tempo; mas agora a gente já está bem mais evoluído, rs. Mas de vez em quando pode acontecer, né? Não somos infalíveis! O problema é quando as crianças veem os pais brigando.

Fui eu que comecei o assunto e fiz questão de esperar as meninas irem dormir antes de iniciar a conversa. Mas eu não esperava que a gente fosse se “empolgar” tanto com o tema. Conversamos, falamos alto, fomos cada um para um canto, esfriamos a cabeça, sentamos, conversamos como pessoas civilizadas, mostramos nossos argumento, nos compreendemos mutuamente, nos abraçamos, nos beijamos, oramos juntos, nos pedimos perdão. E fim!

Só que o que não sabíamos é que tinha uma menininha de 8 anos que ouviu a discussão. E ela deixou um bilhetinho para nós!

O bilhete

Pai, mãe,

Por favor não briguem mais pois isso Deus, eu e aposto que nem vocês gostam. Eu quase chorei por causa disso, por favor não briguem mais. Vamos ser uma família feliz.

Mani

(Papai, se ler esse bilhete antes, deixe para a mamãe ler. E o mesmo para ela)

Meu marido pegou o bilhete, buscou a Manuela no quarto dela e juntos conversamos. Explicamos que às vezes a gente briga, mas se ama. Ele pediu perdão por ter deixado ela ouvir a discussão e, principalmente, porque ela ficou triste. E fizemos questão de que ela soubesse que já estava tudo bem.

As crianças se sentem inseguras quando veem seus pais brigando e é, por isso, que devemos ser tão cuidadosos com as nossas discussões – ainda que sejam válidas.

Reconciliação

Eu sei que é muito difícil, pois muitas das brigas acontecem no calor da emoção. Mas, se isso acontecer e a gente discutir na frente das crianças, devemos permitir que elas também vejam o fim da discussão. Se as crianças veem as brigas dos pais, elas também têm o direito de ver a reconciliação.

Além de trazer a segurança que de “está tudo bem com o papai e a mamãe”, isso mostra a elas que todos erram e também ensina como agir para encerrar brigas e discussões. É uma lição prática de relacionamento e um exemplo de como a vida em família deve ser.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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