Lá em Casa

5 dificuldades de ser mãe de dois (ou duas)

12 de março de 2015

Ana Júlia, minha segunda filha, está com 10 meses e, nesse tempo, tive – e ainda tenho – algumas grandes dificuldades nesse papel de mãe de duas. Essas são as TOP 5:

Aceitar que você não vai tratar as experiências do segundo filho como o primeiro.

Manuela tinha mais atenção. Mais paciência. Mais fotos! Ana Júlia é a segunda filha, filha da experiência e da tranqüilidade. E por mais que eu a ame muito, muito, muito, não há mais novidades que me façam correr pegar a máquina fotográfica, ligar para minha mãe ou anotar no álbum. Isso me faz sentir muita culpa. Mas, ao mesmo tempo, entendo – e preciso entender – que é algo natural.

Conseguir separar tempo exclusivo para o filho mais velho.

Por determinado tempo, o filho mais velho teve atenção exclusiva. Aqui em casa, foram cinco anos e meio de “reinado” da Manuela. Ela ainda é uma criança e não consegue processar o fato de que não podemos ficar sozinhas na hora que ela quer. Separar este tempo é bem difícil. Por isso, tenho tentado tornar a Manuela prioridade absoluta entre 20h e 21h, depois que a Ana Júlia já dormiu e antes de a Manuela ir para a cama.

Estimular sem interferir nem forçar.

Eu quero muito que a Manuela e a Ana Júlia sejam amigas. Mas pela própria diferença de idade, brincadeiras não são muito naturais e eu procuro estimular o tempo todo. Mas muitas vezes acabo interferindo – e estragando – a manifestação espontânea da Manuela em relação à Juju. Por outro lado, às vezes insisto tanto para ela agir de determinada maneira com a irmã, que acabo forçando e criando um sentimento ruim entre elas.

Não fazer do mais novo um fardo para a família.

O bebê chora à noite, deixa a gente cansada e estressada. Fica doente e a casa vira um caos. Na hora do banho, preciso de ajuda e chamo a Manuela. Se a Ana Júlia chora, preciso parar a brincadeira com a Manuela para atender… Posso ficar horas listando todas as formas com que a Ana Júlia virou nossa rotina de cabeça para baixo. E é claro que a Manuela percebe isso. Quando a Juju estava com uns dois meses (talvez até menos), um dia eu e meu marido estávamos bem estressados, já tínhamos até falado em voz alta “Ana Júlia, por que você não dorme?”, estávamos revezando o cuidado na madrugada e já tínhamos falado para a Manuela que enquanto um estava dormindo não era para fazer barulho.

Resumindo, um dia, ela olhou para gente e disse: “A Ana Júlia está deixando todo mundo estressado”. Nada legal, né? Então, preciso me policiar para que a Manuela não veja a irmã como aquela que deixa a mãe cansada, que dá trabalho, que exige sua ajuda etc e tal. A irmã veio para alegrar a família e não o oposto.

Ter cada vez menos tempo para mim.

Eu já tinha aceitado o fato de que ser mãe é abdicar de algumas coisas que me dão prazer. Com duas, vejo como cada vez tenho menos tempo para mim mesma. Sabe chegar em casa, sentar no sofá, assistir TV (não desenho animado) ou ler a um livro? Morro de saudades!!! Hoje, chego em casa, comemos e tenho uma hora mais ou menos que me dedico a sentar no chão, sem TV nem celular, para brincar com as meninas. Daí, dou banho na Ana Júlia (ou meu marido dá banho e eu troco), dou a mamadeira e faço ela dormir. Depois, tenho mais ou menos uma hora para ficar só com a Manuela. Às vezes, dou banho; às vezes ela já tomou com meu marido. Depois ela vai dormir e então eu vou tomar banho e quando vejo já passou das 22h, que era o horário que eu queria estar na cama, rs. Daí eu tenho que escolher: dormir ou ler e ver TV? Tem dúvida da minha resposta? 

E para você? Qual foi ou tem sido a maior dificuldade de ter dois filhos?

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Comentários

  1. Marcia disse:

    Marcia. Tenho 35 anos e dois filhos o Kevin de 6 anos e a Karen de 2 meses. Sempre dei muita atenção, carinhos e muitos cuidados ao Kevin. Esse foi um dos grandes motivos que me levaram a esperar tanto tempo para ter o segundo filho. Tinha medo de não saber dividir todos esses cuidados, esse amor grandioso que sentimos. Logo que a Karen chegou me senti culpada pelo Kevin ter mudado muito o seu comportamento, era muito carinho sempre atencioso, isso mudou muito. Passou a ser agressivo, vivia gritando. Foi quando vi que muitas vezes ele ficava escondido vendo como nós cuidavamos da sua irmãzinha. Isso lhe dava muitos ciumes. Ainda estou aprendendo a lidar com essa nova experiência na minha vida. Com cuidado dividindo atenção entre oa dois quando ele esta em casa. É difícil essa diferença muito grande de idade e também por serem de sexos diferente.

  2. Barbara disse:

    Tenho duas filhas, Maria Eduarda de 3 anos e Ana Luisa de 3 meses. Sabia que não seria fácil, principalmente com relação ao ciúmes, já que a Maria Eduarda sempre foi o centro das atenções, mto falante, alegre e carinhosa. O mais difícil para mim tem sido lidar com as situações em que ela bate na bebê, ou mesmo faz uns carinhos mais agressivos… Também me sinto muito culpada por não conseguir me dedicar a mais nova como me dediquei a primeira. Os momentos de amamentação também tem sido difíceis, pois nesta hora a mais velha faz de tudo para chamar a minha atenção. Bom, é um desafio, o ciúmes é natural, não tem como evitar e sei que o tempo fará com que ela lide melhor com esse sentimento! Bjo

  3. Daniele disse:

    Tenho 29 anos e duas filhas, Alice de 2 anos e 7 meses e a Amanda de 8 meses, ou seja, a diferença das duas é de 1 ano e 11 meses, as duas gravidez foram super planejadas, sempre quis ter 2 filhos (as) um perto do outro…
    Nossa, o que você falou nos tópicos 1, 4 e 5 é FATO! Pelo menos aqui em casa… A Alice sempre foi muito carinhosa, mesmo depois da chegada da irmã e tem um carinho enorme pela irmã, quanto a isso não tive problemas, graças a Deus! O problema sou eu e meu marido, a Amanda é super boazinha também, porém nós não temos tanta paciência como tínhamos com a Alice, ela faz algumas manhas de querer colo e às vezes ficamos de saco cheio, quando era com a Alice, qualquer choro era colo. A Amanda só dorme sozinha no berço, coisa que nós nunca fizemos com a Alice, ela só ia pro berço depois de dormir pesado…
    É complicado mesmo, mas gente, não tem coisa melhor e mais gostosa, fico pensando muito nelas no futuro, como serão amigas, confidentes, isso que me faz ter mais paciência e esperar o tempo passar, mesmo não querendo que o tempo passe tão rápido…
    Beijos.

  4. Letícia disse:

    Tenho 35 anos e dois filhos, Daniel de 10 anos e Isaac 2 anos e 2 meses. Nunca pensei que seria fácil, mesmo assim escolhi ter mais de um filho e apesar de diversos desafios é muito recompensador. Eu creio que o que mudou com a chegada do segundo filho foi o fato de tentar aprender a dar atenção na medida certa pra cada um. O mais velho sente ciúmes do mais novo e sei que é natural, porém estimulo um relacionamento de amor e respeito entre eles pra que não sejam vencidos por disputas o tempo todo, confesso não ser fácil, mas sei que é possível. E pra mim o maior dos desafios é dar conta dos meus dois príncipes, trabalhar fora e não ter o auxílio de nenhum parente. Quanto ao aprendizado e desenvolvimento, sempre vibro com cada conquista, tiro muitas fotos tanto de um quanto fazia com o outro. Agora quanto tempo sobra pra mim? Praticamente nenhum, fazer as unhas, cabelos, são momentos raros e preciosos. Um dia eles crescem, tudo passa e sentiremos saudades.

  5. Ana disse:

    Ter tempo e paciencia para a mais velha.
    O meu 2º filho é um anjo…um bebé super facil de lidar, super risonho, dorme bem, come bem, enfim…é dificil ficar cansada, stressada ou qualquer outra coisa com ele…o que nao acontece com a mais velha q , apesar de ser tambem uma criança facil, exige mais atençao que o irmao…é atençao para brincar, para dar banho, para adormecer (coisa q o mais novo nao precisa!), ler historias, passear etc etc etc fora que está na idade de demonstrar que sabe, que pode, que manda :p Entao acaba que eu estou numa onda de paz e amor e vem ela com uma birra e eu fico para arrancar meus cabelos e pareço bipolar, pq hora estou mt “gugu dada bebé fofinho” com o mais novo e depois “filha desce já daí!” com a mais velha…o que é injusto para com ela pq pode parecer que gosto do mais novo mais do que dela, mas nao é vdd, simplesmente são fases: ele é bebé, nao consegue fzr traquinices, e ela já é uma criança com personalidade vincada que faz suas birras, suas traquinices e que por isso é preciso corrigir/chamar atençao.

    1. Ana disse:

      Ah, esqueci de mencionar que têm diferença de 3 anos e meio. Ela tem 4 anos e ele 8 meses agora.
      Tem sido maravilhoso, principalmente pq eles se adoram!! A minha mais velha é um carinho que só vendo com o irmão, ela diz que ele é maravilhoso e que o ama muito, está sempre dando beijos e abraços e tenta brincar com ele…ele dica deliciado com as atenções dela, está sempre rindo quando a vê e qualquer movimento que ela faça para ele faz com que ele dê gargalhadas…até fico emocionada vendo a relaçao deles e espero que continue sempre assim!!!

      O mais desafiante foi mesmo a gestao dos meus sentimentos, pq eu entrei em modo “tudo para o bebé” e fiquei sem paciencia para a mais velha. Mas aos poucos estamos entrando na nova rotina e as coisas têm voltado ao normal, na medida do possivel. Claro que o tempo para a mais velha nunca mais será o msm mas estamos aprendendo a lidar com isso.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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