Lá em Casa chegada do bebê

A crise chegou: “não quero uma irmã bebê!!”

31 de março de 2014

Eu já contei aqui no blog como estava sendo para a Manuela a chegada da irmãzinha. Estava tudo belo e formoso, mas de repente tudo mudou! Este mês fizemos o chá da Ana Júlia e acho que, naquele momento, a irmã, que ainda era só uma ideia, se “materializou” para a Manu, que entrou em crise.

Tudo começou na véspera do chá, quando ela fez questão de ir me ajudar a arrumar as coisas da festa. Terminamos de colar o “ANA JÚLIA” na parede e ela falou: “Mamãe, acho que a gente não deveria fazer essa festa porque todo mundo só vai ficar ligando para a Ana Júlia, ninguém vai ligar para mim”.

Expliquei para ela que, na verdade mesmo, a festa era para mim e que todos iam brincar com ela porque a Ana Júlia não poderia interagir. Tudo pareceu se acalmar. Eu nem imaginava o que estava por vir.

Na hora do chá, ela não quis entrar no salão e depois de várias pessoas tentarem, eu precisei ficar uns 20 minutos na casa da minha mãe (o chá foi no salão do prédio dela) conversando e tentando acalmá-la. Ela chorava copiosamente e falava algumas coisas impressionantes para quem só tem 5 anos:

“- Eu queria estar feliz, mas não consigo”
“- Eu não quero que você cuide do bebê. Eu quero você só para mim”
“- Eu não quero uma irmã pequena”
“- Eu já tenho uma amiga!” – Essa foi a resposta quando eu disse que as minhas irmãs eram minhas grandes amigas…

Enfim, esses foram alguns dos argumentos, ou melhor, sentimentos que ela conseguiu discernir e colocar para fora. Tivermos uma conversa longa, muitos abraços, beijos e juras de amor, até que consegui convencê-la a descer comigo para o chá.

O drama maior passou, ela já voltou praticamente ao “normal” que ela estava antes disso, mas confesso que estou um tanto quanto preocupada de como será quando o bebê nascer. Temos tentado valorizá-la, mostrar sua importância como indivíduo e também como irmã, não fazer muito alarde com a chegada da Ana Júlia e ao mesmo tempo não deixar de falar dela. É um verdadeiro malabarismo… Mas derrubar as bolas não é uma opção, né?

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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