Lá em Casa

A tristeza da UTI neonatal

11 de janeiro de 2009

Ninguém merece nesse mundo ter um bebê na UTI Neonatal.

uti

A Manuela precisou ficar na UTI simplesmente porque nasceu com 33 semanas e o mínimo necessário para segurança é 34 semanas. Assim, ela precisou completar mais sete dias na incubadora, atingir o peso ideal (que ela já tinha desde que nasceu) e aprender a mamar, para então ter alta.

O parto foi às 6h e fui para o quarto às 8h. Como fiz cesárea, era preciso esperar pelo menos 6 horas depois da chegada no quarto para eu poder levantar da cama. Assim que deu 14h, eu já estava desesperada porque queria ir na UTI para ver a Manuela!

Por mais que a gente saiba que é necessário e que é para o bem do bebê, é muito triste vê-lo dentro daquela caixa de vidro, com tubo no nariz, sensor de batimentos cardíacos no pé e acesso venoso no braço. E pior… sem a gente poder pegar no colo, abraçar e beijar…

No meu caso, foi ainda mais triste (se é que é possível). Por causa da dor da cesárea, não conseguia me inclinar para frente. Então, tive que ficar sentada só com o dedinho na mão da Manu!

Graças a Deus, melhorei e no dia seguinte já comecei a amamentar. Isso significou pegá-la no colo de três em três horas… por mais que eu e ela ainda não estivéssemos conseguindo fazer o processo direito.

Quando tive alta, foi muito ruim. Ainda que não pudesse vê-la todo tempo, estar no hospital me dava uma certa tranqüilidade. Mas, quando fui para casa, fiquei desesperada. Não tinha ao certo previsão de alta e por mais que eu estivesse indo amamentá-la, ir embora era uma tristeza!

No fim das contas, a Manuela ficou uma semana na UTI, sendo 3 dias depois da minha alta. E fiquei pensando: podia ser bem pior! Sabemos de casos em que bebês que nasceram prematuros, com menos de 1 kg, tiveram que ficar meses na UTI ou, pior, bebês que nasceram no tempo certo apresentaram problemas e tiveram que ficar na unidade para observação.

Graças a Deus, a nossa Manuzinha está em casa, crescendo conosco! Minha oração é para que Deus dê muita força para os papais e mamães que têm seus bebezinhos na UTI.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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