Lá em Casa

Afinal, por que eu tenho um blog materno?

20 de fevereiro de 2016

Existem milhares de blogs maternos no mundo, assim como existem inúmeras razões para as pessoas criarem esses canais. Não sei por que cada mãe que escreve um blog começou a fazer isso, mas sei por que eu comecei. E sabe que tem dias, que eu preciso me lembrar disso para não desistir de tudo…

Há oito anos, quando engravidei da minha filha mais velha, a Manuela, eu comecei um blog (bem pessoal) que tinha o objetivo de ser um diário de gravidez, para manter família e amigos que moravam longe informados sobre a gravidez. Na época, o Facebook não estava popularizado no Brasil. Acho que se já estivesse, eu não teria começado o blog.

Depois que a Manuela nasceu, eu não consegui manter o blog atualizado e ele ficou lá, abandonado… Mas, passou um tempo, eu tive dificuldades com amamentação, com o sono, teve dias que eu tive vontade de fugir e deixar ela chorando no quarto, teve até um dia que eu gritei no meio da noite “por que você não dorme????” e, CLARO, me senti a pior mãe do mundo. “Além de ser completamente instável emocionalmente, como eu não fui capaz de amamentar minha filha ou de fazê-la dormir?”

Pouco depois desses primeiros meses do turbilhão do primeiro filho, eu encontrei um livro libertador: Eu era uma ótima mãe… até ter filhos, que reunia depoimentos reais e falava sobre a rotina da maternidade, aquela que é cruel e ninguém conta. Quando mostrei o livro para uma amiga (que tem filhas gêmeas um ano mais velhas que a Manuela), ela me contou várias coisas da sua vida real de mãe, muitas com as quais me identifiquei rapidamente.

Nesse dia, eu pensei: por que você não me falou isso antes? Por que ninguém me contou que tem gente que não consegue amamentar e que a gente pode sentir raiva do nosso filho de madrugada? Se eu soubesse que ficar cansada, exausta e querer fugir não diminui o meu amor como mãe, eu não teria passado tantos dias me sentindo uma mãe horrível.

E, foi por isso, que eu voltei para o blog: para que outras mulheres não se sintam péssimas simplesmente porque são pessoas de carne e osso.

O blog dá trabalho. Muito trabalho. Tem custos, gastos e receitas que não são fixas. Me toma tempo, me tira o sono, me exige pesquisa, me traz o peso da responsabilidade. Mas é uma forma de falar a verdade, trazer informações, esclarecer dúvidas, aproximar mães e pais que querem descomplicar essa vida.

Só que tem dias que o bicho pega. Pessoas que não leem textos, que interpretam da maneira que bem entendem, que só sabem criticar, que não sabem se relacionar em sociedade e deveriam ser banidas da internet… Enfim, essas pessoas conseguem me atingir. Não é sempre, claro. Mas às vezes conseguem e minha vontade é jogar tudo para o alto.

Mas daí eu volto para a origem do blog, leio comentários de pessoas que se disseram ajudadas pelos canais, lembro que há mais interessados nos eventos do que críticos sobre eles, vejo os números de acesso crescerem nos posts confessionais e pessoais.

É isso que acaba de dando um fôlego novo: a esperança de estar ajudando mais que incomodando!

 

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Comentários

  1. Juliana disse:

    Oi Melina! Já sei da existência do seu blog há um tempo, mas agora que fiquei grávida, leio todos os dias, às vezes até repito uns posts…
    Leio alguns blogs e o seu é, disparado, meu favorito. Pela sua sinceridade, pela sua forma de encarar a maternidade com leveza, mas sem hipocrisia… Sem falar nas suas filhas, que são umas fofas!
    Enfim, sei que esse post já tem um tempo, mas só queria mesmo comentar: não pare nunca! Tenho certeza que você está ajudando muitas pessoas e imagino que vá me ajudar muito num futuro bem próximo (já estou me preparando, rs)
    Bjs!

    1. Melina disse:

      Querida!! Obrigada :)

    2. Melina disse:

      Ju, querida, fiquei muito feliz com seu comentário. De verdade! Faço com muito carinho e fico feliz com esse tipo de retorno. Deus abençoe sua gravidez e espero contar com você sempre por aqui :)

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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