Sobre Filhos

Ah, o verão

17 de fevereiro de 2013

Happy mother and baby on beach looking into distanceÉ, acabou o Carnaval e para muita gente é hora de voltar para a rotina e levar na memória as boas lembranças das férias de verão com as crianças. A boa notícia é que ainda falta mais de um mês para acabar a estação e ainda dá tempo de aproveitar o calor, praia e piscina (nem que seja no quintal de casa).

Eu nunca fui muito de praia e calor. Sempre preferi um friozinho e, no verão, fugia da areia. Uma piscina sempre curti, mas só de pensar em ficar com o corpo grudando da água do mar… ui! Claro que, como tudo em minha vida, isso mudou depois que a Manuela nasceu. O prazer de vê-la se divertir na praia me fez voltar a pular ondinha, fazer castelo de areia e curtir uma beira-mar.

Como a Manuela nasceu em dezembro, ela só curtiu a praia pela primeira vez no ano seguinte, pouco depois de completar um ano. E sempre amou! Aliás, gosta mais de ficar no mar do que brincar na areia. Neste último verão (ela está com 4 anos) quase morri do coração quando percebi que ela já estava pulando as ondas sozinha com a água na cintura. Eu desesperada querendo segurá-la e meu marido ensinando-a a se virar sozinha. E o pior é que ela aprendeu…rs

Anyway, para aproveitar o verão com segurança com os pequenos, resolvi reunir algumas orientações importantes da dermatologista Annia Cordeiro Lourenço. Como já disse em outras oportunidades, a Dra. Annia é minha cliente e, por isso, tenho a oportunidade de aprender várias coisas sobre cuidados com a pele. Para quem quiser motivos para acreditar nela, ela é super fera e referência na área dela – dermatologista, graduada pela UFPR e especializada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (com residência na Santa Casa de Curitiba). Fez estágios em hospitais de Miami e Barcelona, é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Americana de Dermatologia (equivalente à SBD nos EUA).

Ela já me deu várias entrevistas sobre cuidados com a pele das crianças e algumas orientações importantíssimas. Seguem:

Sem sol para os menores de seis meses – Crianças menores de seis meses não podem usar protetor solar. Os específicos para bebês só podem ser usados depois dessa idade. Isso porque crianças menores de seis meses têm a pele muito sensível, assim, absorvem toda a química presente nos produtos, o que pode causar irritações e até o desenvolvimento de alergias futuras.

E, é claro, que são muito mais sensíveis ao sol. Portanto, nada de sol para crianças dessa idade. A exposição pode ser no máximo antes das 9h e depois das 17h. Não se esqueça de usar sempre roupas leves e chapéus para proteger o rosto.

Protetor solar infantil – Os protetores solares infantis só devem ser usados a partir de seis meses. Entre seis meses e dois anos, utilize os específicos para pele de bebês, pois têm formulação mais suave e proteção mais eficaz. FPS mínimo 50!

Contra os mosquitos – Pelo mesmo motivo do protetor solar, as crianças menores de seis meses não podem usar repelente. O perigo de irritação, alergias e até algum tipo de intoxicação é ainda maior devido aos tipos de componentes usados nesses produtos.

Depois dos seis meses, as crianças podem usar repelentes específicos. Mas ainda não aqueles tipo Off Kids. Esses repelentes comum na versão infantil só devem ser usados depois dos dois anos de idade. Na época que a Manuela era bebê (depois dos seis meses) eu usava um óleo antimosquito da Johnsons. Deixava a criança toda besuntada, mas resolvia! Depois dos dois anos está liberado o repelente comum na versão kids.

Protetor solar para a família – Depois dos dois anos, se necessário, você já pode usar o protetor solar da família para as crianças, desde que o FPS seja alto. Só para vocês terem noção, no dia a dia da vida, todos os adultos deveriam usar FPS mínimo 30.

Aplicação – Não adianta ter um protetor solar super fantástico se a aplicação não for adequada. A proteção não será efetiva. Então a dra. Annia sempre lembra: passar o filtro solar 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicar a cada duas horas ou depois de banho de mar, sudorese excessiva, secagem com a toalha. Uma coisa que eu sempre procuro fazer é passar o protetor na Manuela e esperar “secar” antes de colocar alguma roupa, para não retirar o produto ao vesti-la.

Proteção extra – Sempre use roupas leves, chapéu e guarda-sóis. O guarda-sol de nylon não protege a pele da radiação, por isso, prefira os de algodão escuro ou lona. Evite o sol das 11h às 16h (horário de verão).

E lembrem-se: todas as essas orientações valem para a praia, mas também para levar as crianças para brincarem no parque ou andarem de bike na ciclovia ;)

Eu sou super neura com a história de proteção solar, principalmente, com medo que a Manuela fique queimada e dolorida. Mas a questão vai muito mais além. “O sol estimula a produção de enzimas destruidoras do colágeno – o que acelera o processo de envelhecimento – e leva à mutação do DNA – o que pode causar o câncer de pele. E todo esse efeito é cumulativo. Ou seja, a pessoa leva para a vida adulta todos os dados causados pelo sol desde a infância”, afirma a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço.

Então, fica a dica: proteção nas crianças hoje é mais saúde no futuro dos nossos filhos. A responsabilidade precisa vir acima da diversão! Aproveite muito o restinho do verão!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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