Lá em Casa

“Ai, dói muito essa vacina”

11 de julho de 2012

A Manuela (3 anos e 7 meses) tomou a vacina da gripe e foi ruim demais, como sempre!! Cheguei no lugar, mas não falei para ela onde estávamos indo nem por que, para ela não ficasse sofrendo por antecipação (uma vez que ela já entende o que é vacina).

Quando entrei na sala e sentei a Manuela no meu colo, eu avisei que ela iria tomar vacina. Por um minuto e meio, mais ou menos, ela ficou com aquele sorrisinho nervoso, meio “entendi o que vai acontecer, eu sou forte, não vou chorar, mas estou agoniada…”.

Quando a enfermeira perguntou se estava tudo bem, ela começou a chorar: “Mas vai doer muito, eu não quero tomar”. E o pior (ou não), é que a gente não pode mentir e falar que não vai doer porque senão a criança não vai mais confiar na gente. Então, tudo o que eu puder fazer foi abraça-la e dizer que eu ia cuidar dela todo o tempo.

Foram apenas uns 10 segundos, entre esse início de choro e a aplicação propriamente dita, mas pareceram uma eternidade. Então, daí veio a choradeira de verdade, ela se debateu, gritou, um caos geral… (e não sei quem já tomou essa vacina completa da gripe, mas ela dói de verdade quando o líquido está entrando).

Acabou, finalmente! Ela me abraçou bem forte e chorou por mais uns dois minutos. Indo para casa, no carro, toda vez que eu perguntava como ela estava, ela voltava a chorar pela lembrança da dor. Foi muito sofrido… E depois, ela já estava bem tranquila em casa, mas quando tirou a calça para tomar banho e viu o esparadrapo na perna, voltou a chorar: “Está doendo muuuuuito essa vacina. Dói muito, muito, muito”.

Daí, eu me lembrei da primeira vacina que a Manuela tomou, com 30 dias de vida, e que obviamente eu chorei junto, segurando-a no colo. Foi uma das dores mais doídas do coração de mãe…

Se por um lado é uma experiência traumática para nós pais e mães; por outro lado, é um aprendizado: fazer para nossos filhos o que é melhor para eles sempre, mesmo que eles não gostem ou doa. É aquela velha história das vacinas, das injeções, dos remédios com gosto ruim… Mas também dos “não pode brincar perto do fogão”, “não vai brincar lá fora porque está frio” e, principalmente, dos “não” para as manhas e birras. A criança pode espernear e sofrer por ouvir o “não” agora, mas quando for adulta, com certeza, vai agradecer porque não ganhou todos os brinquedos que pediu, porque aprendeu a respeitar regras e entendeu que o mundo não gira ao seu redor.

Assine nossa newsletter

Cadastre-se para receber novidades e dicas no seu e-mail

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × um =

Assine nossa newsletter

Cadastre-se para receber novidades e dicas no seu e-mail

Quem Sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

Saiba mais

Maternidade Simples 2015 - 2024 - Todos os direitos reservados