Sobre Filhos amamentação de gêmeos

{Depoimento} A amamentação de gêmeos

6 de abril de 2015

Amamentar um é difícil. Imagina dois!! A minha amiga querida que sempre brilha por aqui, Ingrid, contou um pouco como foi a experiência de amamentação de gêmeos, suas lindas Heloísa e Isabela, gêmeas hoje com sete anos. Não foi fácil, mas valeu a pena! Confira o depoimento.

amamentação de gêmeos

Quando eu tinha 26 anos, nasceram minhas primeiras filhas, Heloísa e Isabela, que foram amamentadas até os 10 meses. A amamentação de gêmeos pode ser bem complicada, pelo menos foi para mim. Os primeiros dias são muito difíceis por causa da dor, mas eu queria tanto vencer… E ver aqueles olhinhos me encarando enquanto eu as alimentava me inspirava para a próxima mamada.

Amamentação de gêmeos

Acho que os primeiros três meses foram os mais críticos, mas depois peguei o jeito. Ainda assim, precisava de pessoas para me ajudar, pois não conseguia pegar um bebezinho e “encaixar” no peito quando o outro já estava lá mamando.

Amamentar as duas ao mesmo tempo era necessário, pois fui ensinada a dedicar um seio para cada uma exclusivamente. Assim, não podia me dar ao luxo de “perder” aquele leite que pingava enquanto um bebê mamava no outro lado. Por isso, precisei aprender a encaixar as duas na posição e, para isso, precisava de ajuda.

A maior dificuldade que senti foi a de ter pouco leite, mesmo tomando remédio para produzir mais. Cada uma mamava apenas em um seio, a quantidade saciava a fome imediata, mas logo elas precisavam mamar novamente. Ou seja, os intervalos não passavam de duas horas.

Por isso, a rotina de amamentar era muito exaustiva. Então, eu confesso que teve horas no desespero que tentei dar fórmula, complemento, até mingau com açúcar eu fiz. Tentei vários tipos de bicos e mamadeiras, mas elas não aceitaram nada… Elas tinham até ânsia!

amamentação de gêmeos

Família linda!

Mesmo com meu cansaço e o meu medo de que o leite não fosse suficiente, o que elas mamavam era suficiente. As meninas sempre cresceram super bem, inclusive com peso acima da média da idade.

Com quatro meses e meio, o pediatra orientou que iniciássemos a introdução alimentar gradativa e o leite passou a ser um “agrado”, aquele momento mãe-filho tão gostoso. Assim, eu amamentava uma de cada vez. E a amamentação continuou até os 10 meses, quando elas desmamaram naturalmente.

Por mais cansativo que tenha sido na época, amamentar foi uma experiência única e gratificante. Como eu sempre tinha gente por perto para ajudar em todo o tempo – banho, trocas etc – eu sentia que amamentar era um momento só meu com elas, ninguém poderia fazer nada mais por elas, a não ser a mamãe!

Além deste aspecto emocional, eu sabia que o leite materno era o alimento mais saudável para as meninas e, para completar, amamentar me fez perder 21 kg em dois meses!! Eu tinha engordado 15 durante a gravidez.

Em uma consulta, meu médico me disse: amamentar é querer! Se sua mãe te amamentou, sua avó amamentou, você vai se dar bem. Sei que envolve mais coisas e que muitas mulheres sofrem sem leite, mas vale a pena tentar e fazer o que estiver ao nosso alcance para conseguir. Entretanto, se não der, não deu. Seu crise e sem culpa! Acredito que dá, sim, para ter o contato olho no olho mesmo com a mamadeira e desenvolver o vínculo emocional da mesma forma.

amamentação de gêmeos

Gente, amo essa foto! É a Ingrid quando criança, brincando com duas bonecas ao mesmo tempo… Já estava se preparando!

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Comentários

  1. Juliane disse:

    Coisa mais linda! Me inspiraaaaa. Saudades dessa família.

  2. Elen Santos disse:

    Lendo esse texto senti saudades da época que amamentei minhas gêmeas. Infelizmente não foi exclusivo.
    Minhas filhas ficaram na UTI 20 dias, fiz de tudo para amamentá-las, inclusive fiquei lá com elas internada., infelizmente não me informei sobre a amamentação de gêmeos e sai de lá com uma receita de fórmula e uma “intimação médica”, que se eu não desse fórmula elas não engordariam e com isso seria culpa minha se elas voltassem pra lá ;(.
    Hoje eu sei que amamentar gêmeos é possível sim, pois mesmo dando fórmula, mamadeira, chupeta tive muito leite.
    Mas é preciso rede de apoio, incentivo médico, informação e acima de tudo vontade voluntária da própria mãe!
    E é claro, não esquecendo dos casos das mães que mesmo fazendo de tudo, nem sempre tem leite o suficiente.
    https://www.maternidadegemelar.com.br

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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