Lá em Casa

Aqueles dias

10 de outubro de 2017

Tem dias que aquela fofura em forma de gente parece que está fazendo um experimento científico para descobrir todas as formas de te irritar.

Tudo é motivo para chorar, para reclamar, para brigar com a irmã.

Qualquer coisa que você peça demora ao menos 15 minutos, precisa ser ordenada 7 vezes. Muitas dessas ordens são simplesmente ignoradas ou têm “não” como resposta.

Esses dias são mais looooongos que o normal. Dizem que todos têm 24 horas, mas não é verdade! Não pode ser. Esses têm umas 46, no mínimo.

A hora de dormir não chega nunca, as refeições parecem durar uma eternidade e todos os programas de tevê falham no entretenimento. Até aquele aplicativo favorito que você guarda para momentos muito especiais parece uma lista telefônica para a tal “fofura em forma de gente que está no meio de um experimento científico”.

Posso usar de todas as teorias para explicar as razões desses dias. Posso até buscar a empatia para lembrar que eu também tenho meus dias desses. Dou abraço, carinho, digo “eu te amo” para eu mesma ouvir e me lembrar.

Mas mesmo com todos os meus esforços, eu deito na cama como um soldado pós-batalha. Avalio meu desempenho. Penso no que fiz de certo, mas não consigo parar de avaliar o que eu fiz de errado e o que eu poderia ter feito diferente.

Durmo mais exausta que o normal, torcendo para que eu possa reagir melhor no próximo “dia desses”; mas torço mais ainda para que ele demore a se repetir.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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