Lá em Casa

As férias e o home office materno

25 de julho de 2017

Ainda tem gente que acredita que mães empreendedoras vivem num mar de rosas e que o home office materno é a realização de todos os sonhos. Sem horários para cumprir, sem ponto para bater, sem chefe para o qual dar satisfação: o sonho de todas as mulheres. Mesmo com muitos e inegáveis benefícios, ser dona do próprio negócio não é uma jornada sem problemas, não.

Ser dona do próprio negócio e ter filhos significa trabalhar de madrugada para dar conta do trabalho acumulado porque você levou o filho ao médico à tarde, significa pensar em mil e uma maneiras de ir na reunião com um cliente que foi marcada para o horário que seu filho não está na escola, significa atender uma ligação de negócios enquanto gesticula loucamente com as mãos para as crianças ficarem quietas, significa levar filhos para o trabalho e o trabalho para casa, significa fazer muito home office!

É ótimo, eu sei!

E o home office é maravilhoso em muito aspectos, eu sei. Aprendi a ser disciplinada e fazer meu tempo render quando trabalho de casa. Mas em outras situações, pode ser um verdadeiro deus-nos-acuda. Como, por exemplo, nas férias escolares.

As férias escolares podem ser uma maravilha. Isso quando os pais têm a possibilidade de tirar férias também. Quando isso não acontece, pode ser um verdadeiro caos. No caso das mães empreendedoras, é se virar nos 30 caso não haja com quem deixar as crianças. E uma das opções mais viáveis é o home office.

A dureza do home office materno nas férias

Mas fazer home office com as crianças em casa significa trabalhar enquanto você responde a 10 “mamães” por minuto, ajuda a criança no banheiro a cada xixi e cocô, olha para dezenas de peripécias diárias, come um bolo de mentirinha, nina uma boneca… Isso pode parecer muito lindo, até o momento em que as coisas do trabalho vão se acumulando e as demandas surgem em uma velocidade maior do que a sua capacidade de resolvê-las.

A bagunça externa vira uma bagunça interna, um estresse que vai aumentando, um barulho interior que compete com o barulho de fora… Até que acontece a explosão. Nem sempre é com grito ou raiva. Mas termina, invariavelmente, em uma decisão de isolar as crianças e deixá-las se entretendo sozinhas.

O mais difícil

Essa, para mim, é a parte mais difícil do home office nas férias escolares: precisar recusar a 30 convites diários de brincadeiras diversas, ter que dizer “não posso olhar agora”, mandar as crianças para a televisão ou para o tablet, enfim, não estar disponível!

Não acho que precisamos estar 100% do tempo grudados em nossos filhos para que eles sejam felizes. Mas ainda sofro para cada “não” que eu dou à um convite das minhas filhas – porque sei que ele não é o primeiro. Minha esperança: dar meu “sim” sempre quando puder e saber que as aulas começam em 5 dias!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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