Lá em Casa homeopatia para crianças

Bom pra tosse

13 de maio de 2010

Doença é sempre algo que desestrutura a gente e isso é fato! Seja mudando nossos planos, trazendo gastos financeiros ou, até mesmo, deixando uma lacuna por conta da perda de um ente querido.

Depois que nos tornamos mães, até a tosse mais branda acaba com a gente. Isso, é claro, quando a tosse é do nosso bebê. Quando a Manuela fica doente, tudo vira de cabeça para baixo.

A primeira a sofrer é a rotina: ela não conseguir dormir no horário de sempre, acaba ficando na casa da minha mãe em vez de ir para escola e desregula a hora das refeições e do banho. Essa estadia não programada acaba mudando também a rotina da vovó que quer trabalhar menos para ficar com a netinha, a programação da ajudante da casa que precisa dar atenção ao bebê e das tias, que precisam suprir as lacunas entre a ida da empregada e a minha chegada. Graças a Deus, todas essas pessoas queridas existem para me ajudar.

Sobre isso, eu queria fazer um comentário rápido. Sei que tem muitas mães (eu era uma delas) que teme profundamente um momento como esse: a criança deixa de ir para a escola e fica sob os cuidados de outras pessoas. Parece que toda aquela rotina meticulosamente programada está indo por água abaixo e o mundo vai acabar. Queremos deixar tudo bem explicadinho para tentar manter o dia sob nosso controle e acabamos nos estressando mais do que o necessário.

Aprendi – depois de algumas vezes – que não vale a pena MESMO! O nosso bebê está sendo bem cuidado… Diferente do que nós planejamos? Sim! Mas o que importa é que está sendo observado e bem tratado. Talvez, até melhor que estaria na escola sob a rotina planejada.

O segundo atingido é o coração de mãe: Eu não sei se com todo mundo é assim, mas acho que deve ser algo que nasce em nós depois da maternidade, um sentimento constante de “por que eu não estudei medicina?”.

É brincadeirinha, mas o fato é que parece que nunca estamos aptas para amenizar o sofrimento do nosso bebê. Ele está tossindo ou com dor ou com febre, chorando, já fizemos tudo o que podíamos e o que nos resta é esperar. Eita, espera complicada essa, viu?

O meu sentimento – e o de todas as mães – é querer tomar o lugar de seu filho para que ele pare de sofrer! Pena que não conseguimos fazer isso… O que me ajuda é saber que posso confiar na proteção de Deus e que se Ele não puder fazer nada, com certeza, eu também não poderei fazer.

O corpo da mãe é a terceira vítima: Sim, não há doença de neném que não implique em muitas acordadas de madrugada, seja para dar remédio, medir a temperatura ou simplesmente porque a criança está tossindo demais. O resultado a gente sente no dia seguinte e mais alguns dias enquanto durarem os sintomas.

Sobre isso aproveito para lembrar que, depois da minha experiência com o benzetacil, eu não ligo mais de acordar – seja o horário que for – para dar antibiótico para a Manuela. Antes cumprir o horário do que submetê-la a mais uma injeção daquelas.

O oposto também é verdadeiro: Mas há a outra situação, quando a mãe é quem fica doente. E a rotina, coração e corpo também são as vítimas. A diferença é que nesse caso, nós não podemos nos dar ao luxo do repouso, então, sofremos para conciliar nosso físico debilitado e cansaço extremo com a atenção aos filhos e tarefas da casa – e, no meu caso, com o trabalho!

Nos últimos dois meses, fiquei doente duas vezes. Na primeira, uma gripe muito forte me deixou arrasada por uns cinco, seis dias (graças a Deus, dois deles foram no final de semana). Na segunda, foi um mal-estar estomacal que me fez ficar enjoada por uns três dias.

Depois disso, lembrei da vez que minha mãe falou que eu não poderia mais ficar doente, depois que a Manuela nasceu. Na verdade, eu até posso – e fico – só não posso seguir as orientações médicas para me recuperar… Pode parecer um dramático desabafo para os leitores que nunca passaram por essa experiência, mas tenho certeza que muitas mamães concordam comigo.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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