Lá em Casa a mãe que eu gostaria de ser

Decidi ser a mãe que eu gostaria de ser

4 de fevereiro de 2019

Decidi (mais uma vez) ser a mãe que eu gostaria de ser. Ter mais paz e harmonia em casa no lugar de brigas e estresses. Isso pode ser bem desafiador quando você tem uma filha de quatro anos. Talvez seja por isso que tomo essa decisão todo santo dia…

Cinco minutos depois que a Ana Júlia tinha acordado já havíamos passado ilesas por alguns momentos que poderiam tem gerado tensão. Então, chegamos em um ponto comum de discórdia: prender a franja. Não é que ela não goste de prender, é que ela não iria querer parar de brincar para ir buscar a presilha.

Disse: – Ana, pega um tic-tac para eu prender a sua franja, para ela não ficar caindo no rosto.

Ela respondeu: – Eu puxo para trás e não fica no olho.

Eu sei que não pára. Eu sei que vai continuar caindo no olho. Minha vontade é falar bem firme e silabicamente: VAI BUS-CAR A-GO-RA!

Mas eu decidi ser a mãe que eu gostaria de ser. E respondi com outra pergunta: – Assim não cai no olho?

Ela me garantiu que não. Então, fiz a proposta: – Se cair de volta, você pega a presilha?

Concordância.

Três minutos depois, franja no olho. Com a mesma paz e harmonia, digo: – Ixi, caiu no olho, né? Pega lá o tic tac. Tem aqui no meu banheiro pertinho, nem precisa ir longe.

Lá ela foi, pegou um lacinho, prendeu o cabelo. Paz, harmonia e a mãe que eu decidi que gostaria de ser.

Fiquei tão feliz que já queria sentar para escrever na hora. Mas sou realista. Ainda era o começo da manhã. Decidi esperar mais algumas horas.

Algum tempo depois: – Ana Júlia, você não arrumou seu quarto.

Resposta: – Eu não quero arrumar – um tanto quanto chorosa e irritada.

Chamei até o quarto e perguntei por onde ela queria começar. Falei etapa por etapa, como a mãe que eu queria ser, fiquei no quarto com ela até o fim. E ela saiu contente. Paz, harmonia e cama arrumada.

Final da tarde se aproxima. Chego no meu quarto e tem um brinquedo da Ana, uma pomada de faz-de-conta, na minha cama. Toda mãe tem direito de chamar o filho e mandar guardar.

– ANA JULIAAAAA, TEM BRINQUEDO NO MEU QUARTO. VEM BUSCAR – Em alto e bom tom, seria uma chamada clara e sem briga.

Mas quem tem filho menor de 5 anos, principalmente, sabe que as emoções estão afloradas, as coisas estão estranhas e mesmo uma ordem simples dessa tem 50% de chance de dar errado. Despertar um Hulk adormecido que nem tem motivo de estar lá.

Já que decidi ser a mãe que eu gostaria de ser, chamo: – Anaaaaaa, achei uma coisa sua na minha cama. Será que posso usar?

Ela vem correndo. Eu com a pomada na mão, brinco: – Posso passar essa pomada? Será que vai curar o meu dodói?

Ela ri. Diz que é de brincadeira, que não sair nada, não dá para abrir. Vira as costas e vai guardar, rindo da mãe que eu gostaria de ser.

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Comentários

  1. CASSIO GUILHERME DA FONSECA E SILVA disse:

    Que historia maravilhosa !
    também tenho uma bebe e o nome dela e Julia
    muito bagunceira não para um minuto, mas isso é ótimo criança tem que ser bagunceira, rsrss

    Parabéns pelo Blog, seus posts são excelentes

  2. Eneida disse:

    Olá ótimo post! Que bom compartilhar esta informação com todos!

    Vou deixar uma dica de um porta fraldas super criativo:

    https://www.elo7.com.br/porta-fralda-e-lenco/dp/E73641

  3. NATHALIA disse:

    Adorei!!!

  4. Amei o post. Também concordo com esse pensamento. A maternidade precisa ser leve!

  5. Paula Alberton Mandola disse:

    Melina, quanta doçura em suas atitudes! Concordo com você, gentileza gera gentileza, é o exemplo que faz a diferença! Acabei de me inscrever em seu blog, daqui 5 meses nasce nosso 1° anjo, o Felipe! Quero ser exemplo pra ele e além de Mãe, amiga! Acredito que “sendo a mãe que gostaríamos de ser” fará toda a diferença na vida dele e em nossa como família!
    Um grande abraço! Feliz Novo Ano!

  6. ANa disse:

    Descobri ha pouco esse blog e estou amando, parabens pelos textos, com certeza nos ajuda bastante como mae… muito lindo esse tambem.

  7. Ariana de Toledo Guedes Deividon disse:

    Nosso que lindo exemplo…serio fiquei orgulhoso por vc nos mostrar que e possível ser a mamãe que desejamos ser….mais que inúmeras vezes nos perdemos nos trilhões de emoções nosso e de nossos filhos…agradeço de coração pela linda direção…
    At.Ariana T.G

  8. Vania disse:

    Que Legal, eu tbm quero ser assim….puro equilíbrio e sabedoria…

  9. Miriam disse:

    Minha luta diária tem sido essa ,um campo de guerra todo santo dia. Obrigada por este post ,ajudou muito

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Quem Sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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