Para Mães e Pais não rotule seus filhos

“É briguento, um pestinha, desastrado”. Não rotule seus filhos!

17 de agosto de 2015

Não rotule seus filhos!

Tenho passado uma fase bem difícil com a Ana Júlia. Hoje, com 1 ano e 3 meses, ela tem tido crises de birra e momentos de muita carência.

Ela, sem mais nem menos, começa a chorar, se encosta em mim e não me deixa sair de perto. É chato, mas essa não é a pior parte.Ela briga muito. De um jeito que a Manuela nunca fez. Quando cai, por exemplo, fica tão brava que nem me deixa pegar no colo para consola-la. Quando digo um “não”, ela se dá ao trabalho de atravessar a sala para vir tentar me bater. É tenso.

São várias atitudes que ela tem tido, que fazem as pessoas falarem coisas como “ela é brava”, “essa vai ser briguenta”, “eita menina ruim”. Eu mesma me pego nessa, às vezes. Essa semana um amigo viu a brabeza e perguntou – para ser legal: “ela está com sono?”. E eu respondi: “não, é chata mesmo!”.

Mas sei que não deve ser assim. No início do ano eu passei uma fase bem difícil com a Manuela, que parecia que estava entrando na adolescência aos seis anos, e parei para refletir sobre as palavras que eu falava para ela.

Não rotule seus filhos: são fases e não quem eles são

Precisamos tomar cuidado sobre o que falamos a respeito de nossos filhos. A Ana Júlia NÃO É brava, briguenta ou chata. Ela ESTÁ brigando, ESTÁ brava, numa FASE chata. É um alerta para todos nós: não rotule seus filhos!

Nós somos principalmente aquilo que as pessoas falam a nosso respeito. Por isso, precisamos entender o valor das palavras dos pais sobre a formação da personalidade dos filhos. O que falamos influencia quem nosso filho será. Então, não confunda o que ele FAZ ou COMO ele age com QUEM ele é.

Se uma criança crescer ouvindo que é desobediente, bagunceiro ou “impossível” daqueles que são sua referência para tudo, que força terá para acreditar que é diferente disso (e ser diferente)?

Por isso, quando a Ana começa a brigar, eu falo: “filha, por que você está fazendo assim? Você não é brava, você é amorosa, carinhosa, obediente, querida!” Confesso que é mais para me acalmar do que para acalmar a pequena!! Hahahahahaha

 

 

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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