Lá em Casa adolescência na infância

“É meu” – O egoísmo infantil

7 de novembro de 2010

Eu fico impressionada (e envergonhada!) quando a Manuela está com outras crianças e não quer dividir nada! Tudo “é meu!”. Ultimamente, tem vezes que a gente quer beijar a mão dela, ela encolhe o braço e até para isso diz “é meu!” (ela está com um ano e dez meses).

O pior é quando estamos no parquinho ou em outro local público e ela implica com as crianças usando o que é de todos. No parquinho hoje, ela não queria que as crianças brincassem no escorregador! Tem cabimento? Daí, a gente briga, mostra, ensina e contorna a situação.

Mas depois, chegou um menininho da mesma idade e quis mexer no baldinho dela e nos brinquedinhos de areia que levamos para ela usar no parquinho. Não preciso nem dizer que ela abraçou tudo, soltou um “é meu!”, acompanhado de um “nnnnnnnnnnão”.

Consegui contornar (um pouco) e deixar o menino brincar com uma ou outra coisa, mas ainda sim sob os olhos atentos e a cara fechada da Manuela! Fico um pouco sem saber o que fazer nessas situações, pois afinal eu tento ensiná-la que o que é de cada um é de cada um, certo? Ela não pode pegar o brinquedo de outra criança se ela não emprestar. Da mesma forma, a Manuela subentende que tem essa mesma autonomia, não? “se é meu, eu tenho o direito de emprestar ou não. Por que minha mãe fica me mandando dar as coisas para os outros?”.

É muito difícil explicar o conceito de dividir, emprestar, respeitar o que é do outro. O que me consola um pouco é que a professora garante que na escola ela não é assim. Por enquanto, trabalho o “damage control”, desculpando-me com as mamães e papais e garantindo que a Manuela não é tão antissocial quanto parece!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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