Para Mães e Pais pai não participativo

Em defesa dos pais não participativos

8 de setembro de 2014

Hoje, dia dos pais, e a internet se encheu de declarações maravilhosas de mães super felizes com seus maridos super participativos e presentes como pais. Daí, você olhou para o lado, viu um pai não participativo e pensou: “meu marido é um zero à esquerda”. Você já pensou alguma vez que gostaria que o pai do seu filho fosse mais presente ou “ajudasse” mais?

Eu sei que pai não ajuda, pai faz. Os cuidados com os filhos devem ser divididos e compartilhados igualmente pelo casal. Mas tem homem que parece não conseguir compreender isso. Será que ele é só folgado ou você pode dar uma ajudinha?

Então, primeiro, vamos tentar entender quem é este pai não participativo:

Sem exemplo na família:

Muitos homens que não ajudam com os filhos ou com a família é porque não tiveram absolutamente nenhum exemplo em casa. Vieram de um modelo familiar completamente diferente dos dias atuais:  mães que cuidavam da casa e dos filhos exclusivamente e pais que trabalhavam o dia todo e quando chegavam em casa queriam o jantar pronto e paz para assistir ao jornal.

Se você lê essa descrição e vê seu marido. Provavelmente, ele veio de um lar assim. E nós somos fruto dos exemplos que tivemos. Para mudar, é necessário muito esforço próprio e compreensão das pessoas ao nosso redor!

Nesse caso, o que resolve é a conversa. Fale suas expectativas e descubra se ele quer ser diferente do pai dele (e torcemos para que ele queira). Estimule-o a mudar e diga que você irá ajudá-lo, principalmente com PACIÊNCIA e falando o que você espera dele.

Simplesmente homem:

Uma das minhas reclamações para meu marido era que eu precisava pedir as coisas para ele, não havia iniciativa. Mas então eu descobri: homens não são proativos por natureza (salvo exceções). Não é porque tem uma mamadeira suja em cima da pia que eles vão lavar. Se eu quero que ele lave, eu tenho sim que pedir! Na nossa cabeça de mulher isso não faz sentido, eu sei.

É assim, é a vida e nós precisamos entender de uma vez por todas que homens e mulheres pensam diferentes. Enquanto nós continuarmos querendo que eles pensem como nós, vamos continuar batendo nossa cabeça na parede.

Então, se seu marido é assim (tenho certeza que a maioria é), só resta uma coisa a fazer: PEÇA! Você quer que algo seja feita, peça. Cansa, mas também é necessário paciência. E uma hora isso irá se tornar mais natural e ele irá compreender que agora várias coisas fazem parte de sua vida como pai. Posso falar com experiência própria: eles vão aprendendo e se tornando mais ativos. Logo a gente não precisa pedir mais!

Abra mão do seu jeitinho:

Mesmo com estímulo e pedido claros, nenhum homem consegue ser presente e fazer as coisas da casa e com as crianças, se o resultado nunca agrada à esposa. Mulheres queridas do meu coração, nenhum homem consegue entrar na sua cabeça e suprir todas as suas expectativas (e principalmente suas neuras).

Eu falo por experiência própria, eu tenho um jeito de guardar as mamadeiras, de vestir as crianças, de fazer a rotina de sono, de dar banho… Meu marido tem o jeito dele e eu preciso superar as minhas manias e ficar feliz o suficiente pelo simples fato de ele ter feito e participado.

Por isso, SUPERE e abra mão do seu jeitinho para todas as coisas, se você quer um pai mais participativo.

Juntos, com diálogo e paciência, é possível reproduzir em sua casa um modelo familiar em que pai e mãe compreendem seus papéis e os cumprem em harmonia!

Confira o vídeo sobre o assunto

[fve]https://www.youtube.com/watch?v=vxDdSJoC7aM[/fve]

 

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Comentários

  1. Evelyze tribka disse:

    A sensação que eu tenho é que mesmo planejada a gravidez, só eu tenho a obrigação de cuidar da nossa filha, de fazer as coisas por ela, de brincar com ela… ele simplesmente chega em casa do trabalho (também trabalho fora), come, vai tomar banho e fica no celular até chegar a hora de ir dormir. Já conversei sim, já falei diversas vezes, ele muda por 1 semana e torna repetir tudo novamente. Desde quando ela nasceu foi assim, e isso me afastou dele como marido…. Por que sentia e sinto pela minha filha…sim MINHA! Porque é o que parece.
    Ela também hoje, com 4 anos, pede tudo pra mim, nada pra ele..quando ele se aproxima, ela o afasta…. e vejo que a culpa é dele mesmo ela agir assim…. Não sei mais o que fazer, porque meus sogros são ótimos avós, não sei como pais. Mas já fazem 4 anos que converso pela mudança, e nada! São mudanças temporárias….

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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