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Lá em Casa

Erros e acertos: a bendita chupeta

4 de agosto de 2010

Sim, a Manuela usa chupeta! Mesmo eu tendo decidido durante a gravidez que ela não usaria, sucumbi à necessidade do primeiro mês de vida. Felizmente, o fiz com indicação médica… Isso me deixou mais tranquila e com menos peso na consciência.

Minha mãe sempre fala que chupeta foi feita para criança e que é para deixar usar mesmo. Esse foi o argumento dela quando – durante a gestação – me deu uma chupeta laranja em homenagem à minha cor preferida. Eu logo me posicionei: “A Manuela não vai usar chupeta!”.

Eu usei chupeta quando criança e só fui largar com 6 anos… isso mesmo, seis anos! A minha irmã mais nova também usou e eu acompanhei a dificuldade que foi para ela largar, ela deu para o Papai Noel por uns três anos seguidos. É um vício e o “largar” era a minha maior preocupação, além do medo de deixar os dentes tortos.

Durante o curso de gestantes, a fonoaudióloga e o ortodontista – cada um em sua palestra – falaram que a chupeta não era totalmente proibida, contanto que alguns aspectos fossem observados: não deixar a criança dormir a noite inteira com chupeta, tirar até os dois anos e meio e, principalmente, não dar o bico toda vez que o neném chora (ah, eu acho que já é óbvio, mas não custa falar: a chupeta também não pode ser molhada no mel, açúcar ou qualquer outro líquido adocicado, ok?).

Apesar de me tranquilizar, eu ainda estava decidida a não dar a chupeta! O presente da minha mãe seria apenas uma lembrancinha… É claro que assim que a Manuela nasceu, muitas oportunidades de dar a chupeta surgiram, mas eu resistia firme. O bico só ia para a boca da Manuela depois do banho porque – normalmente – dávamos banho na hora do almoço e ela saía com fome. Então, enquanto a trocávamos rapidinho, ela ficava com a chupeta só para acalmar antes de mamar (ainda assim, porque minha mãe estava junto e insistia).

Quando a Manuela estava próxima de completar um mês, fomos no pediatra e eu falei alguns probleminhas que estava tendo com a amamentação (vou entrar em detalhes sobre isso em outro post) e um deles era que ela não queria sair do peito, dormia e parecia estar sempre com fome.

Então, ele explicou que ela estava usando o peito como chupeta e que era melhor eu dar o tão temido objeto para ela, para o bem de todos e felicidade geral da nação. E, de fato, foi. A Manuela ficou mais tranquila, eu não precisava ficar o dia inteiro com ela no seio e ela pegava no sono com maior facilidade.

(Aliás, só para fazer uma observação técnica: a chupeta que minha mãe deu era ortodôntica – da Kuka -, mas era muito grande para a boquinha prematura da Manu. Então, comprei uma da Mam, que divide as chupetas em faixa etária e tem uma específica de 0 a 2 meses, bem pequenininha e ideal para o recém-nascido. Aliás, as chupetas da Mam são as mais lindas e que acompanham a Manuela até hoje. Tem uma que brilha no escuro para usar de noite.)

Hoje, a Manuela só usa a chupeta para dormir, tanto de tarde quanto à noite. Mas já aconteceu de eu esquecer de mandar a chupeta para a escola e a tia comentar que ela dormiu tranquila, sem o bico. A minha intenção é começar o processo de “largar a chupeta” quando ela completar dois anos, mas estou achando que vai ser difícil, pois basta ela deitar na cama para dormir que já começa a pedir a “pepê”.

Bem, os especialistas dizem que depois que você tira, não pode mais ceder. Então, estou me preparando psicologicamente para essa fase. Bem que podiam inventar algo para ajudar a largar esse vício… Não tem adesivo de nicotina? Podiam fazer um “pacifier-patch”.

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Comentários

  1. Lara Gama disse:

    Estou no mesmo dilema o meu bebe com agora dois meses e meio e a mesma coisa parece que está sempre com fome quer sempre a mama ate para dormir a questão e que ja experimentei várias chupetas e ele deita fora não gosta que fazer???

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 12 anos, e Ana Júlia, 7 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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