Durante a Gravidez

Erros e acertos: carrinho de passeio

3 de junho de 2010

Se houve um grande erro que cometi na compra do enxoval foi a escolha do carrinho de passeio! Nós queríamos comprar um “travel system” que é o carrinho com o bebê-conforto e o assento para encaixar no carro.

Compramos um da Infanti que era bom por vários motivos. Além de encaixar o bebê-conforto e tudo mais, ele era leve e tinha o sistema OHF – One Hand Free, que permite que você desmonte o carrinho com apenas uma mãe livre. Funciona mesmo e é fantástico. Mas essa característica não foi suficiente para compensar os “defeitos”.

Na verdade, não são defeitos, mas são coisas que nós não analisamos e, sem dúvida, não queremos para o próximo. Primeiro, topei comprar essa cor porque era neutra e unissex. O problema é que eu devia ter pesquisado mais e eu descobriria que tem um laranja do mesmo modelo, muito mais bonito, além de ser minha cor favorita.

De qualquer forma, a cor não ia minimizar o que detectamos depois que a Manuela nasceu e começamos a usar. Primeiro: o bebê-conforto não é nada confortável. A criança fica muito sentada e para o recém-nascido é muito desconfortável, principalmente, para a Manu prematura. Apesar de não ser recomendado que o neném fique completamente deitado (por causa do risco de regurgitar e afogar-se), há opções de bebês-conforto em que há uma inclinação maior e menos ângulo no lugar onde fica o bumbum. Ah, e ainda sim, dá para encaixar no carro.

Nesse ponto, não tenho o que reclamar. O encaixe no carro era fácil, firme e seguro… assim como no carrinho, que permitia fechar o bebê como em um casulo. Mas, daí, chegamos nos problemas do carrinho. O primeiro é que ele não tinha alça reversível, o que significa que eu não podia virar o carrinho de frente para mim, a Manuela ficava sempre de costas, a não ser quando estava no bebê conforto. Nesse caso, o bebê conforto encaixava de frente para mim, mas além de eu achar que ela não ficava confortável, quando ela chegou aos 12 meses, ele já era pequeno demais para ela.

O mais importante do carrinho, entretanto, foi o tamanho de fechamento. Não pensamos nas opções guarda-chuva, que, sem dúvida, são as melhores devido ao seu tamanho compacto. E apesar de sempre nos lembrarmos daquelas opções mais simples de passeio, existem carrinhos bem completos, inclusive, travel system, nessa versão de fechamento.

Hoje a Manuela tem um “guarda-chuva” desses de passeio mesmo, afinal, ela quase não fica mais nele. E ainda sim, ele deita bastante para ela dormir e tudo mais. Mas em uma gravidez futura vou optar por um modelo guarda-chuva completo desde os primeiros dias e que tenha um bebê-conforto realmente confortável.

A Chicco tem modelos bem completos e lindos! Tem um super-poderoso, que é reversível, tem moisés, assento para carro, fica com alça guarda-chuva ou normal… São uns 15 carrinhos em um, acho que é da NASA. A questão é procurar bem e olhar todas as marcas e modelos disponíveis antes de escolher.

Vi um modelo inclusive (que eu não lembro a marca) que permitia todo o carrinho saía, deixando só o bebê-conforto e a alça, economizando muito espaço! Era bem fantástico. Na época, nós não compramos porque custava umas três vezes o valor do que compramos, que já foi bem carinho.

Coisas importantes:

Cesto multiuso – É muito importante que o carrinho tenha um cesto multiuso grande o suficiente para caber ao menos a bolsa do neném. Por mais que você possa carregar, pendurar no ombro ou na alça, lembre que normalmente você também carrega a sua bolsa. Portanto, preste atenção nesse detalhe, principalmente se você ama carregar muitas coisas (como eu).

Porta-copos – Eu confesso que não usei muito o que veio no carrinho da Manuela. Mas se você gosta de passear bastante e pretende caminhar para voltar ao peso depois da gravidez, é uma boa opção para manter a água ou outras coisinhas sempre à mão.

Apoio para os pés – Fundamental. O primeiro carrinho da Manuela só tinha aquele apoio duro próximo aos pés. O segundo – atual – tem aquele apoio que é continuação do assento, que posso elevar para deixar as pernas retas ou abaixar para deixá-las soltas. Eu acho imprescindível porque quando a criança ainda é muito pequena e as pernas ficam soltas, ela vai escorregando e se afundando no carrinho, com dificuldades de manter-se ereta.

Cor – Se você não tem previsão de ter outro filho logo, compre a cor que você quiser, sem se preocupar com a ideia de usar para outro sexo. Afinal, muita coisa pode acontecer até o seu próximo filho. Você pode não ter lugar para guardar ou gostar de outros carrinhos, daí você vende o atual em um brexó e compra o do seu agrado quando precisar. E sempre há a hipótese de você querer um carrinho rosa, comprar verde porque é unissex e depois ter outra menina…

Inclinação – No meu ponto de vista, o carrinho precisa inclinar a ponto de ficar quase 100% deitado e também em um ângulo de 90º para a criança curtir um passeio. O meio termo também é fundamental.

Acessórios – Sobre os acessórios, alguns pontos de vista práticos:
– lençol de carrinho: comprei e não usei. Aliás, nem entendi a necessidade.
– colchonete de carrinho: comprei e usei bastante. Achava a Manuela muito pequenininha para ficar dormindo naquele carrinho duro.
– capa de chuva de carrinho: não comprei e senti falta, mas é claro que quando precisei estava chovendo e não deu para ir correndo comprar porque era uma necessidade imediata.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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