Lá em Casa adolescência na infância

“Eu faço o que eu quiser”

23 de julho de 2012

Essa é resposta que uma menina de 3 anos e 7 meses pode dar para sua mãe? “Eu faço o que eu quiser” foi o que a Manuela falou para minha absurda surpresa. Quase não acreditei que a minha menininha estivesse respondendo dessa forma para mim, isso porque eu apenas tinha falado para ela não coçar o machucadinho da boca porque iria piorar. Até perguntei: “o quê?” e ela repetiu.

Num misto de surpresa e vontade de rir, fiquei sem reação e meu marido interviu para ensinar que isso não se fala, muito menos para sua mãe, pois – nas palavras dele – “você não se manda”…rs.

Nessas horas, dá dez tipos de medo: onde estou errando na educação dessa criança? Claro que, naquele momento específico, havia vários agravantes que deixavam a Manuela mais propícia à desobediência, mas ainda assim, fiquei chocada!

Primeiro, fiquei chocada pela complexidade da resposta. “Eu faço o que eu quiser” é um argumento bem complicado que, se não corrigido, pode causar grandes estragos ao longo dos anos. Eu faço o que eu quiser na escola, eu faço o que eu quiser com meu irmão, eu faço o que eu quiser com meus amigos… Nem quero pensar onde isso pode chegar.

Segundo, porque a Manuela é minha princesinha, pequenininha, de três aninhos… E não uma adolescente rebelde! Como ela pode responder assim para mim, sua mãe que sempre cuida dela tão bem? Quase levei para o lado pessoal.

Terceiro, fiquei pensando naquela velha questão: “será que ela fala isso para outras pessoas que ficam com ela na minha ausência?”. Ai,ai, tomara que não!

Para meu consolo, na última semana a Manuela estava de férias e precisou vir comigo ao escritório todos os dias. Na minha concepção, ela estava apavorando tudo aqui. Mas, felizmente, a minha colega Roberta – que felizmente gosta dela e aguenta seus pedidos, manhas, birra e tudo mais – me disse que estava surpresa em ver como a Manuela é comportada, como ela me obedece e fica boazinha. Ufa!

Na verdade, eu fiquei pensando que às vezes eu exijo demais dela. Quero que a Manuela se comporte como uma criança que tem o dobro da sua idade ou como alguém que não existe… Felizmente, existem pessoas que olham de fora – como a Roberta – para melhorar a minha autoestima como mãe (rs) e mostrar que, apesar de tudo, a ela é sim uma criança bem-educada.

Espero que isso continue… deve durar enquanto a Manuela não responder para essas pessoas: “eu faço o que eu quiser”.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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