Para Mães e Pais perfeita é a mãe

Filme “Perfeita é a mãe”: por que eu não gostei

4 de janeiro de 2017

Já faz algum tempo que tenho visto a galera da blogosfera materna falar muito bem do filme Perfeita é a mãe (Bad moms), que está disponível no Netflix. Ontem, resolvi aproveitar meu “momento de folga” (uma filha na vó, outra filha dormindo e o marido andando de bike) para assistir. E não gostei. E explico por quê:

Filme Perfeita é a mãe! – Não gostei

A proposta é boa, mas…

A proposta do filme é maravilhosa: falar sobre a realidade da vida de mãe, questionar as cobranças, trazer mais leveza à maternidade. Mas a realidade retratada ali não é condizente com a da maioria das mães – pelo menos as mães brasileiras. Mila Kunis é uma mãe que trabalha fora e tem que se desdobrar em mil para fazer tudo (até aí tudo normal e comum à maior parte das mães), mas é exagerado: ela chega a fazer todos os trabalhos de escola do filho (what?). E daí tem aquelas reuniões de Pais e Mestres e os dramas das atividades extracurriculares (e seu impacto na entrada da faculdade) típico da sociedade norte-americana. Então, 80% da realidade retratada não mostrava a minha vida – nem de muitas mães que eu conheço.

Besteirol demais

Besteirol americano não faz o meu estilo. Nunca gostei de American Pie, por exemplo, e outros filmes muito apelativos. E isso acontece com o Perfeita é a mãe. Muito palavrão, muito apelo sexual, muitas cenas impróprias (e quantas mães conseguem assistir televisão sem as crianças por perto?). Enfim, tem gente que curte. Mas eu não gosto desse tipo de filme. Quando deu 20 minutos, eu já estava querendo desligar. Só continuei para ter uma opinião realmente embasada para compartilhar.

Depois eu entendi a fonte de tanta besteira. O filme é dos mesmos criadores de Se beber, não case.

Crítica incompleta e ultrapassada

A crítica às cobranças, julgamentos (externos e internos) e à exigência da sociedade de que as mães sejam perfeitas existe, mas vejo dois problemas nela. Primeiro é que é uma crítica ultrapassada. Ela fala de algumas cobranças às mães que, ao meu ver, já têm sido desfeitas há muito tempo – pelo menos aqui no Brasil e por boa parte das mulheres. Basta você ler blogs maternos e seguir redes sociais de mães que verá que a maior parte das cobranças que existem ali no filme já não são tão fortes.

Talvez a cobrança pessoal (da mãe sobre si mesma) ainda exista e, sim, precisa ser confrontada, mas não senti que foi ao encontro da necessidade da mulher hoje. Talvez seja porque eu realmente não me identifiquei com as mães ali retratadas.

Outro problema é que essa crítica é incompleta. Ela reclama da vida que tem, ela reclama das exigências que a sociedade impõe, mas a mudança proposta não é algo aplicável. Ela surta, abandona tarefas que não são passíveis de abandono (na minha opinião), daí os filhos mudam e tudo fica lindo. Sei lá, não senti que traz a mensagem de maneira efetiva. Tem algumas frases impactantes e boas demais, mas não traz muitas atitudes aplicáveis para a vida. Como eu disse lá no começo, a proposta é boa, mas não sei se cumpre com êxito a missão.

Outra opção: Mamãe, Operação Balada

Se você quer assistir a um filme divertido sobre maternidade, eu te indico o Mamãe, Operação Balada (Mom’s night out). Ele é muito divertido, mostra a realidade de muitas mães (não todas, mas nenhum vai conseguir 100%, né?) e traz alguns questionamentos universais. É um filme mais introspectivo e que sugere uma mudança interna. É bem diferente do retratado no Perfeita é a mãe. Mas vale assistir. Além de ser um filme que dá para ver com as crianças na sala.

Gente, é claro que essa é a minha opinião e ninguém é obrigado a concordar. Gosto não se discute!

E você, assistiu a algum dos dois filmes? Curtiu?

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Comentários

  1. Juliana disse:

    Legal, gostei das dicas! Vou assistir o segundo.
    Beijos

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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