Para Mães e Pais ansiedade da separação

Licença-maternidade: dicas para um fim mais tranquilo

26 de janeiro de 2015

Uma das primeiras grandes angústias das mães é o fim da licença-maternidade e a necessidade de voltar a trabalhar. Escolinha, babá, até mesmo as avós não parecem preparados o suficiente para cuidar do nosso bebê. Como poderemos, depois de – com sorte – 16 meses (9 de gestação, 6 meses de licença + 1 mês de férias) pertinho do nosso filho, simplesmente nos afastarmos deste jeito?

As psicólogas Luciana Romano e Raquel Benazzi, do Núcleo Corujas, explicam que o medo de que o bebê não seja bem cuidado está entre as principais preocupações das mães que estão retornando ao trabalho após a licença. Existe a dúvida se cuidarão do seu filho com a mesma dedicação e carinho que ela oferece. “Pela nossa experiência, elas também têm medo do bebê não se adaptar ao lugar onde for ficar ou com quem for ficar, se ficarão doentes mais facilmente pelo contato com outras crianças; e se conseguirão ser boas mães e trabalharem ao mesmo tempo. Comumente, sentem-se culpadas, choram e se questionam se estão fazendo o correto por deixarem o bebê aos cuidados de outros, e se estão perdendo o crescimento de seus filhos”, comentam. E aí, conhecem esta situação?

Quando a Manuela foi para a escolinha, com 8 meses, foi uma decisão minha porque senti a necessidade de voltar ao mercado de trabalho, sentia falta do meu emprego e das minhas atividades profissionais. Mesmo assim eu sentia receio de como ela estaria sendo cuidada e se ela pensava que eu tinha a abandonado. Hoje é o primeiro “dia de aula” da Ana Júlia, também com 8 meses e que também vai para a escolinha por opção (porque literalmente não aguento mais trabalhar com ela no escritório comigo). E mesmo sendo a segunda vez, ainda fico preocupada sobre como ela se sentirá longe de mim.

Mas um aspecto que as especialistas apontam é que cabe às mães buscarem essa segurança e a tranquilidade para que o bebê tenha facilidade de adaptação a essa nova rotina.”Todo bebê é capaz de captar as emoções que a mãe sente. Caso esta separação entre mãe e filho seja feita de forma intensamente dolorosa e insegura, o bebê pode ter, por exemplo, dificuldades em permanecer em locais em que a mãe não esteja. Por isso, sempre dizemos que o melhor para a saúde psíquica do bebê é os pais estarem se sentindo bem, confiantes e seguros”, alertam. Ou seja, por mais difícil que possa ser para nós essa mudança, precisamos ter a certeza de que estamos fazendo nosso melhor. Afinal, eu não colocaria a Ana Júlia em uma escola se eu tivesse dúvidas de que ela seria bem cuidada, certo? E temos que nos sentir assim, seja com a babá ou outro cuidador.

As psicólogas lembram ainda de outro aspecto muito importante para o amadurecimento do bebê: “o desenvolvimento do ego sempre está relacionado aos embates com a vida e são estes embates que o fazem amadurecer e se fortalecer, por isso mamãe, é necessária e inevitável a vivencia de frustrações, perdas e de novas experiências.”

Para terminar, pedi para a Luciana e a Raquel darem algumas dicas gerais para as mulheres que estão no fim da licença-maternidade passarem por esse processo de maneira mais fácil possível:

Ensaie:

É comum que o bebê também sinta essa mudança de rotina e afastamento da mãe. Por isso, experimente deixá-lo por períodos de tempo com outras pessoas para fazer algumas atividades sozinha. Isso te ajudará a perceber que o bebê pode ficar bem mesmo sem ela!

Faça contato:

Tenha a liberdade de ligar para saber como o bebê está, seja com a babá, avó ou na própria escolinha. Com a Manuela, eu fazia questão de pedir para falar com a professora dela.

Tempo de qualidade:

Quando se encontrarem no final do dia, busque ter um tempo dedicado e exclusivo ao bebê, como na hora do banho por exemplo. Isso ajudará a mostrar que ainda há vínculo entre vocês.

Compartilhe:

Converse com outras mães, com familiares ou profissionais. Conte seus medos e angústias. Busque apoio da família e, principalmente, do marido para que este retorno seja mais tranquilo.

Decida quem cuidará do bebê:

Procure decidir o quanto antes quem ficará com o bebê quando a licença terminar. No próximo post, vou compartilhar a opinião das especialistas sobre babá, escola e avós.

Sobre o Núcleo Corujas

Eu conheci o Núcleo Corujas lá no Instagram e achei super bacana a proposta. Eles são um centro, em São Paulo, que promove cursos e encontros de grupos terapêuticos especialmente com foco na maternidade e na terceira idade. Inclusive, eles têm o curso Retorno ao trabalho após a licença-maternidade. Vale a pena conhecer!

 

 

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Comentários

  1. tulfa disse:

    Se meu bebe tivesse 8 meses eu ficaria bem mais tranquila acontece que ele tem a metade só 4 meses e esse medo é inevitável.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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