Lá em Casa

Me mata de vergonha

9 de julho de 2012

Na sexta-feira, estávamos no Teatro Guaíra prestigiando a linda apresentação do Barvinok e, na hora do intervalo, a Manuela foi ao corredor para esticar as pernas. De repente, a mulher sentada atrás de nós perguntou se podia dar jujuba para ela. Logo notei o que aconteceu: a Manuela viu a mulher comendo bala e deve ter dado “aquela secada” no doce, o que levou a moça a oferecer para ela. Se isso ainda não bastasse, depois de pegar uma jujuba amarela, a Manuela falou: “-Ah, queria vermelha”. Ai ai, me mata de vergonha!

Essa não foi a primeira vez que isso aconteceu e já explicamos para a Manuela (que está com 3 anos e meio) que não se deve ficar olhando o que as pessoas estão comendo, não se deve pedir e muito menos aceitar coisas de estranhos. Mas, obviamente, ela se esqueceu disso lá no teatro.

Outro dia, eu estava conversando com algumas conhecidas mães e estávamos falando sobre como não “temos controle” de como nossos filhos agem. A gente ensina, mas nem sempre eles fazem conforme o que falamos. A gente comentava sobre arrumar a bagunça na casa dos amigos: nós ensinamos que eles devem arrumar, exemplifica em casa, relembra, mas não temos a certeza de que eles vão fazer.

E o pior, quando as pessoas veem crianças fazendo alguma vergonheira, a primeira coisa que elas pensam é: “o que a mãe dessa criança ensinou para ela?” A gente sabe que isso é verdade porque pensávamos o mesmo antes de sermos mães!

Então, a pergunta é: como garantir que a nossa educação e criação está funcionando corretamente? O que eu tenho feito – torcendo para que funcione – é ensinar, repetir sempre, corrigir quando ela não faz o que é certo (e eu fico sabendo) e parabenizar quando faz. Mas nem isso é 100%, né?

Para completar a vergonha do final de semana, estávamos na casa de uns amigos e a Manuela resolveu coçar o bumbum, mas colocando a mão por dentro da calça na frente de todo mundo. Apesar de todo mundo ter rido da situação, não é algo bonito, né? E é claro que já falei várias vezes para ela que não se pode fazer isso!

Por isso, para terminar esse post, queria pedir a você amigo ou mero desconhecido: se um dia você vir a Manuela coçando o bumbum, se ela ficar pedindo comida para você ou se ela for na sua casa e não arrumar a bagunça, não me julgue! Acredite, eu estou tentando arduamente e fazendo o meu melhor, rs.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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