fbpx
Lá em Casa

O certo e o errado: a missão de ensinar

16 de janeiro de 2013

erradoUma das nossas maiores responsabilidades como pais é, sem dúvida, ensinar nossos filhos sobre o certo e o errado. Por mais que muitos queiram deixar essa função para a escola, ela é nossa e não dos professores.

Acho que as nossas principais falhas nesse quesito acontecem porque achamos que a criança sabe instintivamente o que é certo ou errado, mas isso não é verdade. A instrução tem que ser clara e constante.

Esses dias, eu e a Manuela estávamos caminhando em uma rua perto de casa e vimos uns filhotinhos de cachorro lindos em uma casa. Não nos contivemos, mexemos com eles. Só que não esperávamos que um deles passasse pelo portão para nos seguir. Coloquei o cachorro de volta na casa e fomos embora.

Alguns dias depois, a Manuela falou para mim que queria um cachorrinho daqueles e na maior naturalidade perguntou por que nós não tínhamos ficado com aquele que quis nos seguir. Eu disse que ele pertencia a outra pessoa e ela respondeu: “Mas ele quis vir comigo”. É claro que, então, começou o sermão sobre o que é de cada um, posse, etc e tal.

E no dia a dia são diversas as situações que a gente precisa ensinar sobre respeito, educação, honestidade, caridade e muitas outras coisas que farão toda a diferença no caráter dos nossos filhos e também no relacionamento deles com outras pessoas e com o mundo a seu redor.

A grande verdade é que depois de adulta (ou ainda na adolescência) será muito mais difícil a Manuela ser uma pessoa ética, honesta e caridosa – ou mesmo persistente, resiliente e determinada – se eu não ensinar isso agora. Uma colega de trabalho outro dia brincou comigo quando eu falei que a Manuela guardava um brinquedo antes de pegar outro: – Se minha mãe tivesse me ensinado a ser organizada quando eu era pequena, não seria tão difícil eu organizar a minha mesa hoje.

Brincadeiras à parte, eu tento ajudar a Manuela a aprender hoje o que ela vai precisar no futuro. Mas é claro que nem sempre acerto e também tenho medo de meu trabalho ter o efeito contrário: por exemplo, a insistência pela organização se tornar uma mania compulsiva. Mas vou buscando o equilíbrio em busca de oferecer a melhor criação possível.

Ah, e não posso deixar de mencionar: o exemplo ensina mais que mil palavras. Não conseguimos ensinar nossos filhos a serem amáveis, se dentro de casa os pais gritam um com o outro. Não é possível ensinar as crianças a dividirem, se não queremos dar a última bolacha do pacote quando o outro pede. Jamais conseguiremos ensinar uma boa alimentação, se no nosso prato não tem nenhum verdinho. E assim por diante. Para falar a verdade, os exemplos que damos – ou não damos – são minha maior preocupação…

Assine nossa newsletter

Cadastre-se para receber novidades e dicas no seu e-mail

Veja também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentários do Facebook

Assine nossa newsletter

Cadastre-se para receber novidades e dicas no seu e-mail

Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 11 anos, e Ana Júlia, 6 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

Saiba mais

Maternidade Simples 2015 - 2020 - Todos os direitos reservados