Para Mães e Pais Melinda Blau encantadora de bebês

Pelo direito de ser neurótica

24 de agosto de 2014

Recebi uma visita na semana passada que comentou como eu sou tranquila com a Ana Júlia (que está com quase 4 meses). É claro, já é a segunda filha, eu já sei que não vai quebrar se alguém além de mim pegá-la no colo nem vai ficar gripada se não usar luva e touca…

E ela comentou sobre uma amiga que tem um filho de um ano e ainda pede para todo mundo passar álcool na mão antes de tocar na criança. Isso me fez ficar pensando sobre quão neurótica nós nos tornamos com a maternidade.

Assim como a “culpa de mãe” é algo que nasce junto com o bebê, acredito que a “neura” também é item de série da maternidade. E é algo normal, instintivo e saudável! É nossa função como mães proteger a nossa cria – que carregamos por nove meses na barriga, pela qual nos privamos de sono, o motivo de mudarmos a dieta na gravidez e durante a amamentação, a razão do nosso viver…

A prova disso é que a maior parte das neuras são bem fundamentadas: lavar a mão antes de pegar o bebê pequeno, não receber visitar de pessoas doentes, esterilizar chupetas e mamadeiras, manter a rotina de comer e dormir, pedir que ninguém dê alimentos sem consultar a mãe. Enfim, esses e muitos outros hábitos que as mães lutam com unhas e dentes para manter são todos defendidos pelos profissionais da saúde e são para o bem da criança e da família.

É claro que tem outras atitudes um tanto quanto exageradas; atitudes que não vou especificar por dois motivos: 1) não quero ficar deixando nenhuma mãe se sentindo culpada e 2) nós, mamães, sabemos quais são essas neuras e sabemos que elas são exageradas!

Mas, apesar disso, eu defendo o direito de as mães serem neuróticas, sim! Como já falei lá em cima, carregamos o bebê por nove meses, fizemos – e continuamos fazendo – de tudo para garantir o seu bem-estar, amamos nossos filhos como ninguém fará… Deixem a gente ser o quão neurótica quisermos! Não julguem, não briguem, não queiram nos convencer do contrário. Tenham um pouco de paciência, a vida nos mostrará quando e como devemos mudar.

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Quem Sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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