Lá em Casa mais fácil no segundo filho

Por que não fica mais fácil no segundo filho

12 de junho de 2015

Ana Júlia, minha segunda filha, já tem 1 ano e 1 mês. E a cada dia que passa eu vejo que não, não fica mais fácil no segundo filho. É claro que sou uma mãe muito mais tranquila, menos neura, e isso ajuda muito. Sei que a criança não vai pegar gripe se tirar a meia do pé durante a noite e não precisa ficar com três blusas e duas cobertas só porque está chovendo lá fora.

Mas cuidados básicos à parte, o segundo filho vem para te mostrar que cada criança é uma criança. E ainda que a família seja a mesma, os princípios de criação sejam os mesmos, os cuidados sejam iguais, cada uma vai reagir de uma maneira diferente, pois cada personalidade é única.

Isso faz do segundo filho uma surpresa tão grande como o primeiro. Ter outro bebê é trilhar um caminho com um mapa que não é confiável. Não adianta achar que vai encontrar os mesmos obstáculos, os mesmos atalhos e demorar o mesmo tempo para chegar ao destino.

A Ana Júlia atingiu alguns marcos muito antes que a Manuela – engatinhar, sentar, andar – e também acabou manifestando precocemente algumas atitudes que eu só fui enfrentar quando a Manuela tinha quase dois anos. Juju está numa fase (sim, está, porque eu acredito que vai passar) em que briga e quer bater quando contrariada, tem cenas de birra e manha que eu só esperar ver daqui uns seis meses no mínimo.

É claro que ela tem o fator “não sou a única”. Ela precisa dividir a atenção, os brinquedos, os pais… Só que eu imaginava que, como ela já nasceu nesse cenário, não iria sentir isso de maneira negativa. Mas sente! Sim, ela sente ciúme. Quando a Manuela está no meu colo, por exemplo, ela vem até nós e tenta empurrar a irmã para que saia, acreditam? É tenso. Principalmente porque magoa a mais velha!

Então, entre trancos e barrancos, vou vivendo com a Ana Júlia exatamente como foi com a Manuela: conhecendo, vendo as ações e reações, tentando entender sua personalidade, fazendo testes para achar o “não” que funciona e buscando manter a harmonia e a sanidade em casa.

Ah, é claro que, tudo isso com um agravante: o fato de não ser apenas uma. Antes eu podia concentrar todos meus esforços para aprender a ser mãe da Manuela. Agora, preciso aprender a ser mãe da Ana Júlia, sem deixar a Manuela de lado. É um esforço duplo, mas ainda bem que tenho duas mãos para fazer este malabarismo!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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