Lá em Casa

Quanto vale um Olaf?

1 de agosto de 2014

olaf_anuO clube de brinquedos da Manuela tem um novo integrante: Olaf, o boneco de neve do Frozen. Já vi a Manuela feliz com vários presentes, mas foi impagável a alegria dela com a nova pelúcia.

Só que aqui em casa, nós temos a política do “grandes presentes só em ocasiões especiais”. É algo que eu tenho tentado fazer desde que a Manuela tinha uns três anos (agora ela está com cinco). Falei um pouco sobre isso no post sobre consumismo, comparação e ingratidão, lá naquela época.

Mas, enfim, estávamos no shopping para comprar um tênis para ela e no caminho de volta para o estacionamento, a Manuela viu o Olaf de pelúcia. Arregalou os olhos e perguntou se podia ir ver de perto. Claro que deixei. Já caminhávamos longe da loja, quando ela virou para mim e perguntou: “Mamãe, a gente não pode comprar aquele?”.

Eu já estava morrendo de vontade de comprar desde a hora que o vimos! Mas eu preciso aprender a controlar os meus instintos consumistas, tanto para as grandes coisas quanto para as pequenas. É um desafio para mim, mas eu tenho convicção que precisamos controlar o consumismo desde a infância para ensinar as crianças sobre o valor das coisas.

E quando falo sobre “valor”, quero dizer os dois lados dele. Um é o valor monetário, o custo que as coisas têm. Nossos filhos precisam ter noção do dinheiro, que ele não nasce em árvore e que há brinquedos que custam muito caro – o preço de um tênis, de uma roupa, de alguma coisa que precisamos para casa e, muitas vezes, até mais (quem já comprou o FürReal ou o Furby sabe, né tia?).

O outro é o valor que as coisas não têm! Brinquedos e presentes são apenas bens, que não têm valor emocional, que não ditam o que somos, que não mudam o amor que temos pelas pessoas nos deram nem são o sinal de quanto somos amados por elas.

Por isso, desde aquela época, eu busco evitar a compra de coisas para a Manuela apenas por comprar. E não são apenas os presentes grandes, mas também as pequenas coisas, como gibi, chocolates, brinquedinhos etc. (até falei sobre isso naquele post sobre a capacidade de adiar recompensas).

Até essas coisinhas que não pesam no orçamento têm razão para serem compradas ou devem ser aguardadas: um gibi para a semana de férias ou um apito que ela já tinha pedido na última vez que fomos no mercado. Além disso, nós damos moedas para ela guardar e poder comprar suas próprias revistinhas ou brinquedinhos na banquinha perto de casa. Ainda que não saiba contar o dinheiro, ela consegue ver que as moedas “vão embora” quando ela compra algo.

Assim, eu percebi que a Manuela tem pedido bem menos coisas do que antes. Antigamente, cada intervalo comercial eram quatro ou cinco “eu queria tanto esse” e cada ida ao shopping era um tormento. Agora, ela dificilmente me pede coisas que vê na televisão e, quando pede algo, fala “no meu aniversário, pode ser esse?”. Além disso, tem brincado muito mais com os presentes que ganha (principalmente da vó e da tia) e sido muito mais grata por eles. Claro que ainda não é 100%, mas já estou bem satisfeita.

Enfim, voltando para o Olaf, naquela hora eu queria sair correndo comprar – principalmente porque ela pediu com tanto jeitinho, rs. Então, eu lembrei que na semana anterior a gente tinha visto a propaganda do Disney Live (aquele super teatro da Disney) e combinamos que iríamos novamente, como todos os anos. Virei para ela no shopping e disse que poderíamos fazer uma troca: em vez de ir ao teatro, nós compraríamos o Olaf. Ela topou! E eu vou confessar que adorei a experiência por poder dar a Manuela a oportunidade de escolher. Provavelmente, nas próximas vezes que ela vir a propaganda do Disney Live na TV, ela vai ficar com vontade de ir, mas ajudará ela a lembrar que na vida nós precisamos fazer escolhas e avaliar o que é mais importante para nós.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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