Lá em Casa

Sem direito de ficar de saco cheio

27 de março de 2015

Ontem coloquei lá no Instagram um post perguntando quando começa a “semana de saco cheio”. Lembram aquela época de pré-vestibular que, de tempos em tempos, no meio da correria louca de estudos, a gente tinha uma semana de folga?? Às vezes, na maternidade me sinto tão pressionada e na correria, que fico sonhando com uma semana dessas! Ah, como eu queria…

Mas daí, além de voltar para a realidade da rotina frenética e ver que essa folga não vai rolar, percebo que nem tenho o direito de ficar de saco cheio. A pressão é de todos os lados: interna, pois sei que eu sou o termômetro que mantém a casa animada ou desanimada; da sociedade, que pergunta “nossa, você não é feliz sendo mãe?” e dos outros relacionamentos próximos, que ficam esperando que eu seja um doce, amável e querida mesmo com o mundo caindo sobre a minha cabeça.

Sério, gente, não dou conta! Queria ser perfeita. Aprender a ser a pessoa que eu sei que devo ser (sim, eu sei disso e quero ser amável e querida) mesmo quando o mundo desaba ao meu redor. Queria aprender a lidar com meus sentimentos (e hormônios) e expressar o que as pessoas precisam e merecem e não o que eu quero. Mas tudo isso só gera mais cobrança e mais culpa e mais exaustão e mais tudo aquilo que me faz voltar para o início do ciclo.

Às vezes, me sinto MEGA sobrecarregada. Mas o que o mundo me mostra é que sequer tenho o direito de me sentir assim. Então, ao menor sinal de dor de barriga, corro para o banheiro torcendo para que demore. E, mesmo assim, tem vezes que quando estou lá sentada, alguém bate na porta e pergunta: “mamãe, o que você está fazendo?”

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Comentários

  1. @ecletikland disse:

    Ah, pq não li isso a um tempo…rs
    Saberia o que esperar :)

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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