Lá em Casa

Um dia de fúria materna

29 de junho de 2011

Ser mãe é viver um eterno exercício de paciência, certo? Não simplesmente por causa das birras, das manhas ou das desobediências, mas porque nós somos a enciclopédia que nossos filhos usam para entender o mundo.

Quem nunca passou por um diálogo parecido com o abaixo?
– Mamãe, o que é aquilo?
– É um ônibus.
– Não é um caminhão?
– Não, é um ônibus
– Parece um caminhão. Onde ele está indo?
– Está levando as pessoas
– Para onde?
– Para vários lugares.
– Quem são essas pessoas?
E assim vai por uns 15 minutos.

Além disso, criança não sabe esperar, né?
– Mamãe, quero suco.
– Daqui a pouco, filha.
– Mamãe, quero suco.
– Filha, a gente está na garagem. Espera a gente chegar em casa!
– Quero suco, mamãe, por favor.
Alguém se identifica??

Mas a gente vai aprendendo a conviver com tudo isso e, melhor, tornamo-nos pessoas mais felizes e tranquilas. Entretanto, não somos “zen” o tempo todo e quem paga o pato são os pequenos.

Saindo de casa, outro dia, eu e meu marido acabamos discutido por alguma besteira, entrei no carro nervosa e a Manuela estava pedindo o brinquedo que tinha acabado de derrubar no chão. Braba, eu virei para ela e falei: “Eu disse para você segurar. Toma aqui e não joga mais no chão!”.

Alguns segundos depois, manobrando o carro, ouço ela falar: “- Desculpa mamãe!” Ai, que dó! Ela não fez nada… Sou eu que estou nervosa, cansada, estressada e desconto nela.

E se ainda fosse só um dia de fúria, tudo bem! Mas são muitas as vezes que me irrito com ela à toa. Às vezes, ela só quer mostrar um passo que aprendeu no balé enquanto eu estou a vestindo, está coçando o nariz enquanto come ou quer prender meu cabelo enquanto estou no telefone. São situações que poderiam ser lindas, mas meu estresse não colabora… e o pior, às vezes, depois de eu brigar com ela sem nenhum motivo, ela olha para mim e diz “Desculpa, mamãe”

Bem, acho que não é ela quem tem que pedir desculpas!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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