Para Mães e Pais

A chegada do irmão: ajuda profissional

29 de agosto de 2013

No último post, a Dé contou como a Alice (de 5 anos) ficou com a chegada do irmão Daniel, hoje com quatro meses. Como eu sei que nem todas as mães tem boas experiências com a chegada do segundo filho, conversei sobre o tema com a psicóloga clínica e escolar Eliziane Rinaldi Stevão.

A primeira coisa que a especialista ressaltou é que é normal que haja crises com a chegada de uma nova criança na família, pois é uma mudança na dinâmica e rotina da casa. “É um período de ajustamentos tanto para a criança quanto para os pais. São muitas as mudanças: na relação mãe e criança, na relação criança-bebê e na relação do casal. Há estudos que mostram que a relação da mãe com seu primogênito já vai se modificando na gestação do segundo filho, estando a mãe menos conectada às necessidades da criança. É algo sutil, mas acontece”, conta a psicóloga.

Por isso, segundo ela, é esperado e compreensível que uma criança – ao se deparar com outra em seu espaço, precisando dividir a atenção da mãe, do pai, seu quarto – sinta-se ameaçada e insegura. E isto pode acontecer em qualquer idade.

Fala infantilizada, dificuldades em manter a rotina de sono, carência, maior dificuldade em obedecer, querer ajuda para fazer tarefas que já dominava sozinho. Já viu essa cena? Essas são algumas atitudes comuns em crianças que ainda estão se adaptando com a chegada do novo irmão. Isso porque elas querem, na verdade, receber a mesma atenção que o bebê!

A boa notícia é que essa situação pode ser mais tranquila ou turbulenta, durar mais ou menos, de acordo com as atitudes dos pais. “O fundamental para que esta fase seja enfrentada de uma forma mais tranquila é algo bem anterior à própria chegada do bebê: é a qualidade da relação que a criança já estabelece com os pais. É a relação anterior que vai determinar se a criança irá se apresentar mais ou menos segura, se vai confirmar ou não seu sentimento de ser amada, se esta situação afetará em sua autoestima”, explica a psicóloga. Ou seja, amar, suprir, cuidar, manter uma relação saudável com seu filho é essencial sempre! Inclusive, se você pensa em ter um outro bebê no futuro.

Mas se você já está com duas crianças em casa, a especialista orienta que uma das principais atitudes nessa fase de adaptação é dar à criança mais velha a possibilidade de expressar seus sentimentos. “É fundamental para a criança expressar seus sentimentos, sejam eles de raiva, tristeza, medo e ciúmes e ser respeitada nisso. Os sentimentos não podem ser controlados, mas podemos ajudar a criança a expressá-los de uma forma mais saudável e criar opções para se sentir melhor.”

A psicóloga explica que muitas crianças ainda não entendem o que é ciúmes. Ou seja: ela sequer sabe o que está sentindo. Nesse momento, o pior que os pais podem fazer é brigar ou usar punições diante desse sentimento desagradável. Isso pode deixá-la ainda mais frustrada e se sentindo sozinha. “Os limites precisam ser colocados quando interferirem na segurança da criança ou do bebê. Limites no comportamento e não na expressão do sentimento.”

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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