Durante a Gravidez diferença entre parto normal e humanizado

A diferença entre parto normal e humanizado

26 de novembro de 2014

Quem me acompanha por aqui sabe que eu fiz duas cesáreas, que apesar de não ser conclusiva, tinham indicação. Confesso que fiquei meio aliviada porque tinha medo de parto normal e não sabia se conseguiria. Mas isso não muda o fato de eu achar que o parto normal é a melhor forma de nascimento tanto para a mãe quanto para o bebê. Mas ainda as mulheres que desejam ter parto normal podem ficar um pouco confusas quanto a algumas “variações”: os chamados parto natural e parto humanizado. Pedi para a Giovanna Lustosa, que é enfermeira e mestre em saúde materno-infantil, para falar um pouco sobre o tema e explicar qual é a diferença entre parto normal e humanizado.

Conheci a Gi lá no instagram (@vivamamma) e tem sido um prazer acompanhar os seus posts – tanto com informações na área da saúde quanto com suas experiências de mãe de primeira viagem.

Qual é a diferença entre parto normal e humanizado?

diferença entre parto normal e humanizado

Giovanna em trabalho de parto

A Giovanna me explicou que o parto normal pode ser induzido ou não e pode ser realizado com ou sem analgesia. Já o parto humanizado respeita o tempo da mulher e não tem nenhuma intervenção médica.

Neste parto não há analgesia, nem indução, pode ser realizado em casa ou no hospital, não há necessidade de nenhum procedimento, apenas apoio e amparo”, explica. Às vezes você vê cena de mulheres que tiveram o bebê na piscina ou na banheira, receberam massagens, sentaram na bola, fizeram exercícios de respiração, tiveram apoio do marido, de uma doula ou outra pessoa da família. Enfim, não tiveram aquela intervenção médica para que o parto fosse mais rápido.”

Há quem defina parto humanizado aquele que respeita TODA decisão da mulher. Inclusive, se for uma cesárea. Mas por definição mesmo, o parto humanizado é aquele que não conta com nenhuma intervenção médica para acontecer.

Mas quem pode ter parto normal?

Todo mundo! “Do ponto de vista clínico, todas as mulheres que fizeram pré-natal de baixo risco, são potenciais parturientes de parto normal. Se houver alguma alteração identificada, a indicação deve ser analisada pelo obstetra (médico ou enfermeiro). Mas até que se constate algo, toda mulher é capaz de parir.”

E não custa lembrar: por que escolher o parto normal?

Segundo a enfermeira, alguns dos benefícios do parto normal para a mulher são: rápido retorno (involução) uterina, a mulher retorna rapidamente às atividades rotineiras, menor risco de infecção, participação ativa no nascimento do bebê. Para o bebê: consolo ao nascer, afeto e amparo após o momento de estresse que é o parto, amamentação imediata, dentre outras.

Segundo a Giovanna, parto natural e humanizado são tido como sinônimos. Mas para quem quiser saber mais vai ter uma palestra com este tema (As principais diferenças entre parto normal, parto natural e parto humanizado) no Conahparto, aquele congresso gratuito e online sobre o qual falei aqui no blog.

E como foi o parto da Giovanna?

Eu adoro ouvir (ou ler) relatos de parto. Porque acho que é um momento lindo demais! A Giovanna também compartilhou conosco como foi que o Davi (#delicinhadamamãe) nasceu.

diferença entre parto normal e humanizado

“Foram 41.1 semanas de gravidez. No final confesso que estava com vontade de sumir, por causa da gravidez? Não! Por causa da cobrança das pessoas, eu não aguentava mais as perguntas do tipo: ‘-Vai esperar até quando?’ ‘-Cuidado com hipóxia!’

Incrível como ninguém chegava pra me dar apoio, até amigos médicos me aterrorizavam. Mas eu e meu marido tínhamos certeza do que queríamos e sabíamos que minha gravidez era de baixo risco. Desde que descobri que estava grávida eu monitorava em casa os batimentos cardíacos do bebê e claro vivia no pré natal e fazendo USG.

Enfim, chegamos às 41 semanas e eu comecei a andar mais do que andei durante a gravidez inteira kkkk, tudo na intenção de acelerar o trabalho de parto, eu estava dilatada 1cm há 3 semanas e nada de evoluir. Até que às 19h do dia 2/12/13 eu comecei a ter contração 1 a cada 10 minutos (ainda não era trabalho de parto, mas poderia evoluir), minha médica estava de plantão e às 1h do dia 3/12/13 fui ao hospital para ela me examinar e sabe o que aconteceu? Nada! Nenhuma dilatação, bebê não estava ‘encaixado’.

Triste e desanimada eu e meu marido voltamos pra casa. Sabe o que aconteceu? Às 5h do dia 3/12/13 comecei a sentir fortes dores e acordei meu marido: me leve no hospital, é muita dor, quero uma cesárea se isso não for trabalho de parto! Meu marido é cirurgião cardíaco, ele disse: deite que vou tocar você e sabe o que houve? Eu estava com 5 cm de dilatação. Eu estava há tanto tempo desejando as dores do parto que confesso que foram as dores mais gostosas que senti na vida. Dores que tive o prazer de compartilhar com meu marido, minha médica e de todos que estavam na sala de parto. 

diferença entre parto normal e humanizado

Davi #delicinhdamamãe com seus papais queridos

Desde a faculdade eu sempre soube que a mulher em trabalho de parto é que sabe qual a melhor posição para ficar, quando vinham as contrações eu ia testando deitada, doía muito, na bola não me senti confortável, de cócoras eu não gostei. Sabe qual a melhor posição para mim? Andar rápido quase correndo, as dores se tornavam muito suportáveis.

Enfim, meu marido acabou de arrumar as malas no carro e lá fomos nós. Chegando na maternidade às 6:20 estava com 7cm de dilatação maravilha!!! Toda a equipe chegou e fomos para a sala de parto às 8:30. Lá eu fui para bola, conversei, ri e também senti as dores. Chegamos aos momentos finais: 10h da manhã, bolsa rompida, dilatação total, bebê ‘encaixado’ e o período expulsivo começa, agora sim as dores eram fortes, agora sim eu precisava de força e meu marido estava lá firme e forte me apoiando.

Até que às 10: 25 a médica coloca em cima de mim meu filho e diz: respire porque você ainda está respirando por ele. Complementar ainda dizendo: preparada pra música mais bela? E clampeia o cordão, ouvi-lo chorando e consequentemente fazendo a primeira respiração foi um momento único na minha vida, nada se compara. Imediatamente ele foi pra o peito e dançou o primeiro tango da vida dele kkkk, a neonatologista/pediatra é minha amiga e disse que dançaria com ele na sala de parto. E… Davi #delicinhademamae chegou ao mundo com apgar 9/10, 50cm, 3,470g”

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Comentários

  1. Andressa Marciano disse:

    Que lindo, eu quero tanto o parto normal, mas e o medo.. =X

    1. Melina disse:

      Oi, Andressa. Converse com a Gi lá pelo Instagram. Tenho certeza que ela vai ter prazer em conversar com você sobre isso! http://www.instagram.com/vivamamma
      Beijo!

    2. Maternidade Simples disse:

      Andressa, procure a Gi lá no Instagram e converse com ela, tenho certeza que ela vai adorar conversar com você sobre isso: http://www.instagram.com/vivamamma Beijo grande :)

  2. Mayara Pedroso disse:

    Que hospital que foi? *—*

    Tb quero assim mas minha obstetra
    eh horrivél

    1. Melina disse:

      Oi, Mayara. Converse com a Gi lá pelo Instagram. Tenho certeza que ela vai ter prazer em contar tudo para você: http://www.instagram.com/vivamamma. Beijo

    2. Maternidade Simples disse:

      Mayara, converse com a Gi lá no Instagram. Tenho certeza que ela vai ter prazer em falar para você: instagram.com/vivamamma
      Beijo!!

  3. Gabriela disse:

    Ai que lindo. Meu sonho era ter tido pn. Me preparei a gestação inteira, desde o momento que fiquei sabendo, para o pn. Andei demais, fiz todos os exercícios que li, que ajudavam na dilatação… Enfim, fiz tudo certo. Conclusão: contração, ok bebê na posição correta, ok dilatação, ok bolsa rota, ok. Porém, junto com o liquido o que veio? Fezes do meu filho, lá fui eu para a sala de cirurgia. Chorando de medo por não querer ser cortada, medo de infecções, medo de tudo. Meu pós cesarea foi simplesmente, tenebroso. Não desejo o que eu sentia, nem pro meu pior inimigo. Acho que foi mais pelo choque de ter feito uma cesarea não desejada, mas eu sentia mta dor. O primeiro mes foi horroroso, não conseguia nem deitar e levantar com meu filho no colo, tinha de colocá-lo na cama pra poder fazer isso. Mas o importante foi q ele nasceu no tempo dele, saudável, com 3,800kg e 48,5 cent, apgar 10! Se eu tiver um outro filho, tentarei o pn novamente, e espero que não seja tão apressado qt o irmao foi rs, que espere nascer primeiro p depois fazer as necessidades kkk

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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