Para Mães e Pais mães

As mães e os “lixos” que as crianças trazem para casa

6 de maio de 2016

Essa semana, rolou no Facebook um post de cortar o coração, em que uma professora contou que um de seus alunos não quis fazer a atividade do dia das mães porque, segundo ele, a mãe disse que a casa não tinha mais espaço para tanto lixo que ele levava da escola. O post na íntegra está abaixo:

É claro que o relato é de partir o coração. Eu li o texto chorando e pensando na dor no coração dessa criança e na surpresa dessa professora.

Mas depois eu chorei porque eu poderia ser essa mãe. Eu reviro os olhos internamente quando minhas filhas chegam com mais uma atividade da escola. Eu já não tenho mais onde colocar tanto desenho, cartinha, rabisco… e agora, para ajudar, tem maquete! Os primeiros desenhos da Manuela estão todos guardados, mas depois de um tempo (e agora com a Ana Júlia), eu confesso que seleciono alguns e jogo outros fora quando elas não estão olhando. (E se você tem um filho só de até uns quatro anos talvez você não consiga entender realmente o que eu estou falando)

E não é por mal!

Não é que não ame minhas filhas!

Não é que não admire o trabalho delas!

Mas é que é muito mesmo!

O primeiro rabisco está guardado. Mas depois de fazer 5 por dia, perde um pouco a importância. O primeiro ABC, está guardado. Mas depois de escrever, 5 bilhetes por dia, as coisas mudam.

Não, eu nunca falei para minhas filhas que as atividades delas são lixo. Nunca joguei fora ou amassei na frente delas. Nunca desmereci um cartão recebido. Mas, no meu coração, já pensei muito nisso.

E é por isso que eu chorei. Porque poderia ser eu essa mãe.

Eu não conheço essa família e eu não estava lá. Mas talvez não tenha nem sido bem essa a expressão que a mãe usou. Talvez ela estivesse de mau humor. Talvez ela tenha se expressado mal. Talvez ela tenha falado isso mesmo, mas minutos depois tenha pedido perdão do fundo do coração para o seu filho.

E por isso eu chorei. Porque sei que nós, mães e pais, temos o direito de errar e sermos humanos, mas cada ação nossa respinga em nossos filhos. E a gente não tem como controlar o resultado que isso vai ter na vida deles.

A maternidade/paternidade traz uma responsabilidade que não é brincadeira. Não digo isso para a gente ir pegar de volta a mochila da culpa ou da autocomiseração, “ó vida, ó céus”. Digo apenas para lembrar que estamos sendo observados, estamos sendo analisados e precisamos estar abertos para ler o resultado das nossas ações nas vidas de nossos filhos.

Com isso, a gente pode prevenir, repetir o que é bom e tentar consertar o que é mau.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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