Durante a Gravidez cinta pós-parto usar ou não

Cinta pós-parto: usar ou não usar

12 de janeiro de 2015

Quando a Ana Júlia nasceu, no primeiro banho na maternidade, a enfermeira perguntou se eu tinha levado a cinta pós-parto. Eu levei a que comprei (e usei) na época da Manuela. Colocamos. Algumas horas depois, meu obstetra (que não era o mesmo da primeira gravidez) veio passar a visita, olhou para mim e perguntou: “o que você está fazendo com esta coisa do tempo das cavernas?”. Fiquei surpresa.

Ele me disse que a cinta pós-parto não iria ajudar minha barriga a voltar mais rápido ao normal não. Ele disse que inclusive poderia dificultar o fortalecimento, já que o abdome não precisaria fazer força por conta da ajuda do acessório. Mas como eu falei que me sentia mais segura, ele comentou que eu poderia usar se quisesse, mas era minha escolha.

No dia seguinte, no banho, tirei e não coloquei mais. Na primeira consulta pós-alta, meu médico mostrou alguns hematomas que tive na barriga e falou que eram consequência do uso da cinta nas primeiras 24 horas após a cesárea. Como eu disse, não usei mais e achei que a sensação de “barriga caindo” passou bem mais rápido do que da primeira vez. Em relação à flacidez, não achei que a barriga voltou mais rápido nem mais devagar…

Por isso, achei super relevante este post da dermatologista Vanessa Guará, postado lá no Instagram (@dermatomae). Ela é especialista em estética médica na gravidez e pós-parto.

Confira abaixo o texto da especialista sobre cinta pós-parto:

“Muitas mulheres referem a sensação de que tudo ficou “solto” dentro da cavidade abdominal no pós-parto. E de fato, ainda que com outros termos técnicos, é isso que acontece mesmo! Ocorre porque a mulher passa por um processo chamado de involução uterina (o útero vai diminuindo gradativamente até voltar ao seu tamanho normal) e os órgãos abdominais, que estavam afastados para dar espaço ao útero aumentado, retornam ao seu lugar de origem de forma gradativa.

Esse incômodo varia de mulher para mulher e o uso da cinta pós-parto é válido para aquelas que sentem necessidade, pois dá a sensação de abdome mais firme e aumenta a segurança e autoestima no pós-parto.

Mas, ao contrário do que muitas pensam, a cinta pós-parto não ajuda o abdome a voltar ao normal mais rápido. Seu uso seria apenas para fins estéticos (afina a silhueta) e de conforto para a paciente.

Via de regra, o uso da cinta não apresenta contra-indicação, mas é sempre bom ouvir a opinião do seu obstetra, pois cada caso apresenta particularidades. No caso da cesariana, por exemplo, cintas que cobrem a ferida operatória podem prejudicar a cicatrização de pontos inflamados, por deixar o ambiente abafado e úmido.

É importante escolher o tamanho correto da cinta, sempre confortável e com compressão média. Nada muito forte,para não prejudicar a circulação.

Evitar o uso nas primeiras 48h pós-parto, pois isso pode prejudicar as evacuações. O intestino precisa desse tempo p/ voltar a funcionar normalmente.

Na minha opinião como médica, o uso por até 30 dias é mais que suficiente! Claro que a mulher pode usar um pouco mais (ou menos), tudo é muito subjetivo. Converse sempre com seu médico e procure tirar todas as suas dúvidas.”

Assine nossa newsletter

Cadastre-se para receber novidades e dicas no seu e-mail

Veja também

Comentários

  1. Maria Perpetua disse:

    Na gestacao da minha filha apos 5 dias comecei a usar calça cintura alta ,mas porem nao consegui continuar pois sentia muitas dores ao redor do abdome entao parei de usar. So depois que tive a certeza dos orgao terem voltado ao lugar comecei a usar uma cinta reta so pra melhorar minha postura abdominal q fica com a sensaçao de esta de 3 meses.
    Nao fiquei magerrima mais me deixou estavel.
    Nao sei desse novo baby como ficarei pq morro de medo de estrias barriga flacida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentários do Facebook

PUBLICIDADE

Assine nossa newsletter

Cadastre-se para receber novidades e dicas no seu e-mail

Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

Saiba mais

Maternidade Simples 2017 - Todos os direitos reservados