Para Mães e Pais cólica do bebê

Cólica do bebê

13 de setembro de 2018

A cólica do bebê é sem dúvida um dos primeiros desafios da maternidade. Ver o bebê chorando daquele jeito corta o coração da mãe e do pai. E a gente sofre ainda mais quando descobre que não tem muito o que fazer para aliviar. Afinal, o que causa as cólicas do bebê? E como aliviar as dores? É possível prevenir.

Confere abaixo o que o pediatra Eduardo Brandina, do Hospital Edmundo Vasconcelos, explicou sobre o assunto.

O que causa a cólica no bebê?

Cólica do bebê é algo extremamente comum e não é motivo para pânico. Segundo o especialista, as pesquisas acerca das causas da cólica nos lactantes são inconclusivas – ou seja, não têm resultados certos. Há, entretanto, algumas hipóteses para o motivo dessas dores. Entre elas: imaturidade no sistema nervoso central do bebê, anormalidade na produção de hormônios gastrointestinais, alteração na motilidade (mobilidade) intestinal e, até mesmo, fatores externos, como barulho, claridade e muita agitação.

Pesquisas indicam também que bebês que não se alimentam apenas de leite materno têm duas vezes mais chances de terem cólicas.

Nem sempre a cólica é dor! Sabe a cólica sempre no final do dia?

Porém, nem sempre – aliás, na maioria das vezes – esse choro não é dor. A pediatra Florência Fuks lembra que, muitas vezes, o choro irritado de um bebê não tem nada a ver com dor de barriga.

Sabe aquele choro que vem sempre no final do dia? Seria gases com hora marcada? Não! É um bebê que está “desabafando” todo o cansaço e estresse de viver por algumas horas nesse mundo novo. Quem nunca passou por um estresse e, depois, só precisava chorar por uma meia hora para se organizar emocionalmente de volta?

É a mesma coisa, proporcional a um bebê de poucos meses de vida. A gente precisa de um longo tempo de estresse para precisar desabafar (às vezes, não, rs). Eles precisam de algumas horas somente para se sentirem “sobrecarregados” emocionalmente.

Quando as cólicas começam? E quando as cólicas passam?

Obviamente, não há uma resposta definitiva para essas perguntas porque cada bebê é único. Porém, é mais comum as cólicas começarem por volta da segunda semana de vida, atingirem um pico entre a 4ª e 6ª semana e diminuírem significativamente após o terceiro mês.

Como saber se o choro do bebê é cólica?

Em geral, o choro da cólica é mais sofrido, persistente, irritadiço e pode ser acompanhado de gases, barriga endurecida e punhos cerrados.

Vale também aquela dica da eliminação: comeu? Não está com fome. Está limpo? Não é sujeira. Está suando ou com a nuca gelada? Não está com frio nem calor. Pode ser sono? Enfim, o choro de cólica não resolve fazendo dormir, nem trocando a fralda…

Como aliviar a cólica do bebê?

Como não existem causas definitivas, não há tratamento eficaz para a cólica. Mas algumas dicas simples podem ajudar a confortar o bebê nesse momento difícil. O pediatra indica:

  • Mantenha-se o mais tranquilo possível para transmitir calma ao bebê
  • Pegue o bebê no colo para dar conforto
  • Mantenha a barriga do bebê em contato com a pele da mãe ou do pai – isso irá transmitir calor também
  • Deixe o ambiente em luz branda e música suave
  • Faça compressa morna na barriga do bebê
  • Faça massagens circulares na barriga do bebê
  • Dê banho morno

como aliviar as cólicas do bebê

Colo alivia a cólica!

Seja dor efetiva ou mesmo um choro emocional, o colo é um grande aliado durante as crises de cólica. Algo que ouvi da psicanalista Vera Iaconelli é que o colo, num momento de choro ou sofrimento – seja do bebê ou de nós, adultos – significa: “eu não posso tirar a sua dor, mas vou estar contigo durante a sua dor”.

A pediatra Florência explica que o colo pode aliviar a cólica ou amenizar qualquer dor física, na hora de uma doença, por exemplo. Isso porque a resposta sensorial tátil – ou seja, aquilo que a gente sente na pele – é mais rápida do que a sensação de dor. E quando o cérebro recebe várias informações, a primeira é mais forte e as demais são mais fracas. Ou seja, o colo alivia a cólica e ameniza a dor!

Se a cólica for “emocional” e não dor física, o colo diz “estou aqui com você nesse momento difícil. A vida é dura mesmo, mas você vai conseguir lidar com isso. E eu estarei aqui com você”.  É a primeira lição de resiliência diante das dificuldades da vida. A especialista afirma que a última coisa que um bebê precisa nesse momento é de medicação e que o nosso objetivo não deve ser calar o choro, mas estar com o filho para passar por ele. Ou seja muito colo não faz mal nessa hora.

Posso dar chás ou remédios para aliviar a cólica do bebê?

Tratamentos com medicamentos, chás ou outros métodos de controle da dor só devem ser realizados sob orientação do pediatra. É muito importante acompanhamento médico periódico, pois só o exame clínico poderá descartar outras razões para o choro da criança.

A cólica faz mal para o bebê?

Por mais traumático que possa parecer, a cólica não prejudica o desenvolvimento do bebê, segundo o especialista.

cólicas do bebê

O que a mãe come pode causar cólica no bebê?

Cientificamente, não é comprovada a relação entre o que a mãe come e a cólica do bebê que se alimenta de leite materno. “O que observamos é que os lactentes podem apresentar alguma sensibilidade a certos alimentos, o que aumentaria a ocorrências de cólicas nestas crianças, sendo assim, algo individual”, explica o especialista.

Portanto, não devemos fazer uma lista de alimentos proibidos durante a amamentação. Porém, alguns alimentos são frequentemente associados a cólicas, como café, chocolate, chá preto, brócolis, repolho, feijão. “O correto é orientar as mães a observarem a ocorrência de cólicas em seus filhos e relacionar aos alimentos ingeridos naquele período, lembrando que a alimentação saudável e variada, sem excessos, é sempre a indicada.”

Já ouvi mães que pararam de comer absolutamente tudo e o bebê continuou com cólica. Então, vale avaliar seu filho!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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