Para Mães e Pais erros no desfralde sem estresse

Diário do desfralde: dia 1 – o começo

14 de março de 2016

Hoje foi o primeiro dia do processo de desfralde da Ana Júlia, que está com 1 ano e 10 meses. Com a Manuela, nós começamos o desfralde com quase dois anos na escolinha e, em cerca de uns dois meses, o processo foi finalizado.

Com a Ana Júlia, a iniciativa também partiu da professora da escolinha. Ela faz o desfralde das crianças em grupos de acordo com a maturidade que nota nos pequenos. Eu achei que seria mais tarde, mas na semana passada ela propôs que começássemos agora.

Lembrando do processo da Manuela, concordei. E hoje foi o primeiro dia. Mandei várias calcinhas e calças extras e o combinado com a professora foi que ela ficaria de calcinha o dia todo na escola e só usaria a fralda na saída para vir para casa.

Quando fui buscá-la na escola, Ana veio no colo da professora falando “Ana Júlia fez xixi”. Eu perguntei: “Onde? Na calcinha?”. E advinha a resposta? “No banheiro”.

Segundo a professora ela foi todas as vezes com o grupinho dela no banheiro e fizeram xixi várias vezes e cocô também. É, claro, que na escolinha é muito mais fácil. A “força do grupo” ajuda muito nesse processo. Mas confesso que não esperava que logo no primeiro dia ela passasse imune aos acidentes e vazamentos!

A minha ideia era chegar em casa e já levá-la ao banheiro para estimular o xixi em casa, mas a Manuela pediu para pararmos no parquinho e acabamos perdendo alguns minutos por lá. Nesse tempo, a Ana Júlia fez um cocô gigante (na fralda, graças a Deus) e quando chegamos fomos direto para o banho.

Antes de dormir, eu perguntei se queria ir no banheiro e ela disse que não. O certo seria eu levá-la da mesma forma, mas confesso que ela estava tão chata de sono, que pulei esse passo…

Dentro ou fora da escola, eu percebo algumas coisas que ajudam no processo do desfralde:

Ajude a criança a se familiarizar com o penico (ou assento redutor). Eu prefiro o assento redutor pela facilidade de limpar. Mas no começo, as crianças podem se sentir inseguras tão longe do chão. Então, é bacana iniciar o processo com o penico.

Mas dê um tempo para a criança conhecer o penico. Aqui em casa, eu comprei já faz uns seis meses e está no banheiro. Nos primeiros dias, ela não queria nem sentar. Depois de um tempo, começou a sentar nele com roupa. E uns dois meses atrás, topou sentar sem fralda.

Além disso, é bacana sempre explicar que o penico é o lugar de fazer xixi e cocô, para a criança entender que não se pode brincar com ele (no futuro, ele vai ser um objeto potencialmente sujo – mesmo quando limpo) nem levá-lo para o quarto ou sala por exemplo.

Falar sobre xixi e cocô. Uma coisa que eu fazia (não sempre) e agora vou fazer com mais frequência é levar a Ana Júlia no banheiro comigo quando eu for fazer xixi, estimulando-a a fazer também ao mesmo tempo. Essa é uma forma de ela fazer o vínculo xixi – banheiro – penico.

Facilite. Usar aquela fralda-calça, que desce e sobe, é algo que ajuda no processo porque facilita a nossa vida. Pensar em tirar a fralda e depois ter que deitar a criança para colocar, apenas para sentá-la no penico e muito provavelmente ela não fazer nem uma gota de xixi é bem desanimador. Se a fralda for de vestir, já ficamos um pouco mais motivados.

Outras coisas que acho que facilitam a vida no desfralde: calcinha absorvente e banquinho para deixar a criança na altura ideal do vaso. Vou comprar essas duas coisas e conto para vocês se foi bom!

Só calcinha ou cueca. Se você estiver com muita paciência no coração, deixar a criança sem fralda mesmo nesse início é interessante para que ela consiga entender exatamente quando faz xixi ou cocô. Quando o xixi vazar, você vai falar: “olha, fez xixi na calcinha”. E a criança vai conseguir compreender que aquilo que ela acabou de fazer (liberar esse líquido) era o “fazer xixi”. Entende meu raciocínio?

Quando a criança está de fralda, ela não precisa identificar as ações e não tem ninguém apontando isso para ela. Quando está de calcinha ou cueca e o xixi vaza, a gente percebe e explica, ela consegue fazer a relação entre o termo “fazer xixi” e a ação em si. Ficará muito mais fácil de ela entender quando chegarmos no banheiro e falarmos para ela fazer xixi no penico.

Muito amor. Gente, eu já passei por isso. Eu sei como é irritante chamar a criança para ir ao banheiro várias vezes e ela responder sempre que não quer e, dois minutos depois, fazer xixi no chão ou no tapete. É de tirar qualquer um do sério. Mas a gente precisa buscar lá no fundo da alma a maior paciência e compreensão possível. Brigar porque a criança faz xixi ou cocô é algo muito prejudicial nesse processo todo!

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O mais legal desse é que vira degrau para usar direto no vaso depois! E a parte interna sai para ficar mais fácil de “dar tchau” para o xixi e cocô e limpar.

 

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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