Para Mães e Pais meu filho não brinca sozinho ensinar a criança a brincar sozinha

Meu filho não brinca sozinho

28 de junho de 2019

“Meu filho não brinca sozinho”. Essa é uma queixa bastante comum que recebo lá no Instagram. Pais e mães dizem que as crianças sempre precisam de companhia para se divertir e pedem dicas para ensinar o filho a brincar sozinho.

“Meu filho não brinca sozinho”

Eu sou do entendimento que tudo nessa vida precisa ser ensinado para nossas crianças. Elas – como todo ser humano – vão sempre preferir o que é mais confortável, cômodo e agradável. É assim mesmo que a gente se comporta, né?

Brincar com um adulto é gostoso (a companhia de quem a gente ama é sempre boa) e fácil porque não é necessário criar ou pensar em como se divertir. Em geral, é só “seguir” aquilo que o pai ou a mãe estão fazendo.

Ensinar a criança a brincar sozinha também é tirá-la da zona de conforto. Por isso, parece muito difícil.

Dicas para ensinar seu filho a brincar sozinho

Como todo aprendizado, ensinar a criança a brincar sozinha exige paciência e pode levar tempo. É necessário lembrar que é “sair de uma zona de conforto” e dar uma passo em direção ao crescimento e desenvolvimento. E, às vezes, crescer “dói”.

Tenha tempo exclusivo para brincar com seu filho

Muitas vezes, a criança quer brincar com os pais todo tempo porque eles nunca brincam com ela. Então, ter de fato um tempo de brincadeira é essencial. Não precisam ser duas horas. Pode ser 15 minutos, mas dedicados e sem celular, televisão e outras distrações.

Sempre fale para a criança – ainda que você ache que ela não entende – que você vai ter um tempo para isso. “Filho, mamãe vai brincar 30 minutos com você e depois vou fazer tal coisa”. Se dedique à brincadeira, se divirta, deixe ele escolher o que quer fazer com você.

Mesmo com os bebês (menores de dois anos), é importante ter esse tempo junto – que enche o “tanque de afeto e presença” – e depois ter um tempo de afastamento (ainda que sob supervisão, claro).

A Ana Júlia brincava naqueles tapetes emborrachados, quando maior. Quando menor, eu usava aqueles tipo “ginásio” e cadeirão de descanso com móbile (quando bem pequenininha).

Com a Manuela, eu não tinha nada disso, então eu colocava um edredom dobrado no chão da sala, um monte de brinquedos e ela se divertia sozinha assim.

Respeite o término da brincadeira

Respeite o tempo que você estabeleceu para o término da brincadeira. Acabou? Fale para seu filho: “Agora, mamãe vai fazer tal coisa. E você pode continuar brincando com isso.”

Se você faz o seu tempo de brincadeira antes das outras tarefas, é mais fácil fazer essa transição. Dá para falar “Filho, quando eu terminar de fazer a comida, eu vou brincar com você”? Dá! Mas os menores não conseguem entender essa espera e, provavelmente, vão ficar em cima de você te chamando o tempo todo.

Dê a dica do que a criança pode brincar

No início, a criança pode precisar de dicas sobre o que brincar: “por que você não pega aquela boneca?” ou “que tal desenhar?”. Os pais podem ajudar sugerindo esses brinquedos ou brincadeiras para o tempo da criança sozinha.

Se você já sabe que a criança tem um brinquedo preferido, comece sugerindo esse!

Para os menores, selecione os brinquedos e deixe à disposição.

Chame a criança para o mesmo ambiente em que você está

No começo e com as crianças menores, é bacana você permitir que a criança brinque no mesmo ambiente que você está – se for seguro. Está na sala, deixe-a levar os brinquedos para a sala e ficar com você lá.

Está na cozinha? Os bebês podem ficar no cadeirão brincando ao seu lado e os maiores podem ficar sentados na mesa da cozinha, se houver. A criança vai ficar mais à vontade para brincar sozinha se sentir o adulto perto dela.

Limite as telas

Algo que foi transformador aqui em casa foi diminuir a televisão. Ana Júlia, de 5 anos, passou a brincar muito mais sozinha depois que parei de ligar a televisão aqui em casa pela manhã. Eu ligava simplesmente por hábito, para fazer “barulho ambiente”.

Já faz mais de um ano que fiz essa mudança e senti nitidamente que ela aprendeu a criar mais brincadeiras e se divertir sem precisar de companhia.

Tem o aspecto óbvio de não ter distração e a criança procurar outra atividade. Mas o principal é que a televisão, celular ou computador oferecem entretenimento pronto. Assim, a criança não precisa usar a imaginação e a criatividade para nada.

Quando a gente tira esses estímulos prontos, a criança volta a usar sua imaginação para criar a própria diversão. E brincar sozinha passa a ser mais fácil! Ela não precisa mais de “terceiros” para ensiná-la a brincar.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 10 anos, e Ana Júlia, 5 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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