Para Mães e Pais escola católica

Não sou católica, mas minhas filhas estudam em uma escola católica

5 de setembro de 2018

Muita gente me pergunta como eu lido com o fato de minhas filhas estudarem em uma escola católica sendo que eu não sou católica. Então, vamos lá falar sobre isso.

Como eu escolhi a escola

Na hora de escolher a escola das minhas filhas, eu levei em consideração alguns aspectos como a localização e, principalmente, a qualidade pedagógica. Não podemos ignorar que hoje nossos sistema de ensino afunila no vestibular e isso é, sim, uma preocupação para mim.

Além disso, queria uma escola que as crianças pudessem ficar da educação infantil ao ensino médio. E, por fim, queria uma escola confessional por acreditar em alguns valores que são universais ao cristianismo que não saberia se estariam/ estão presentes em escolar sem nenhum vínculo religioso.

Dentro de todos os critérios que importavam para mim, a melhor opção era uma escola católica.

Religião se ensina em casa

Uma coisa muito certa para mim é que religião a gente ensina em casa. Nossos princípios e valores da família, sejam quais forem eles, são transmitidos dentro de casa – pela fala e pelo exemplo.

Então, acredito que aquilo que a gente ensina em casa, principalmente pelo exemplo, tem que ser mais forte do que é transmitido na escola.

Mas e a aula de religião?

Claro que eu perguntei na hora de conhecer a escola como era a aula de religião. Eu estudei numa escola católica, no Sion, e na época a aula de religião era catequese. Tanto que na 4ª série a gente já fazia primeira comunhão.

Na escola das minhas filhas, a aula de religião e uma aula sobre religiões. Explica-se sobre origens, culturas, tradições de diferentes religiões do mundo. Algo, inclusive, que acho muito válido saber.

Atitudes do dia a dia

Dito tudo isso, eu ainda tenho algumas atitudes do dia a dia quanto à escola e às aulas de religião:

Oração: Eu oro (sou cristã protestante/ evangélica) pedindo que Deus guarde a mente e o coração de minhas filhas contra influências contrárias à fé delas. Peço que tudo aquilo que elas estão aprendendo sobre outras religiões sirva somente para fortalecer a fé que elas já tem e mostrar para elas sobre tanta gente que ainda não conhece o amor de Jesus.

Questionamento: Eu procuro sempre perguntar para minha filha sobre o que elas aprenderam na aula de religião. Elas me contam e eu explico como a gente crê dentro daquele mesmo assunto. Por exemplo: aprendemos sobre o hinduísmo, que eles acreditam em vários deuses. “Ah, filha, que interessante. Diferentemente deles, gente acredita que só existe um Deus. A gente só adora e ora para um Deus.”

Respeito: Mesmo assim, a gente sempre reforça. A gente tem que respeitar as pessoas que acreditam diferente da gente. A gente pode e deve falar das coisas que acreditamos – já que elas nos fazem tão bem e queremos que outras pessoas se sintam como nós! Porém, não falamos mal do que os outros acreditam porque a gente não gostaria que falassem isso para nós.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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