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Sobre Filhos visitar segundo filho

Para você que vai visitar meu segundo filho

18 de junho de 2015

Alguma amiga ou parente acabou de ter o segundo filho? Então, como mãe de duas, eu gostaria de falar algumas coisas antes de você visitar o novo bebê. Eu sei que o neném é fofo demais, é a novidade do dia e dá vontade de apertar, mas quero lembrá-lo que ele tem um irmão mais velho.

visitar segundo filho

E este irmão mais velho está passando por uma fase difícil de adaptação com a chegada do mais novo. As reações dele podem ou não manifestar ciúme, mas, por dentro, ele está precisando aceitar as mudanças e aprender a conviver com elas.

Você pode colaborar com este processo (ou atrapalhar). Por isso, seguem algumas atitudes que eu acho que merecem ser observadas nessa visita:

Cumprimente o mais velho primeiro

Quando chegar ao hospital ou em casa, antes de correr para ver o bebê, cumprimente o filho mais velho. Dê um beijo, um abraço e pergunte como ELE está.

Não coloque o bebê em todo diálogo com o irmão

Quando eu digo para você perguntar como ELE está, é para evitar aquelas perguntas típicas: “está gostando do irmãozinho?”, “está ajudando a cuidar?”, “que lindo é seu irmão, né?” e semelhantes. Imagine que, em toda conversa, as pessoas perguntam o tempo todo sobre o bebê. Cansativo, né? Claro que, muitas vezes, se a criança for mais velha, ela vai puxar assunto. Deixe-a guiar a conversa.

Compreenda as atitudes

É muito provável que o filho mais velho tenha algumas atitudes para chamar atenção. Quando você pegar o bebê no colo, ele vai querer ficar junto mexendo no irmão. Se ele for mais velho, vai querer contar histórias sobre os dois. Permita, ouça, seja paciente.

Sobre os presentes

Se você levar presente só para o mais novo, pode ser que os pais “escondam” e abram depois para que o mais velho não veja. Por favor, seja compreensivo.

Se você quiser e puder levar um presente para o mais velho também, será muito bem-vindo. Mas não se sinta obrigado! E não precisa ser algo muito extraordinário. Uma cartela de adesivos, um gibi, um lápis especial, um brinquedinho de R$ 1,99. O que importa para o irmão mais velho é ser lembrado, não o valor gasto.

Ajude os pais

Se você for mais próximo e tiver afinidade com crianças, pode ajudar os pais dando tempo exclusivo ao irmão mais velho. Que tal levá-lo ao cinema ou, durante a visita, brincar de algo no quarto dele enquanto os pais dão banho ou amamentam o bebê?

O que o mais velho precisa continuar recebendo a atenção e o carinho que recebia antes de o irmão nascer. Ajude-o a saber que o bebê nasceu para acrescentar e não substituir.

EditadoMuita gente comenta que o mais velho precisa aprender que a vida mudou e que o pequeno vai ter mais atenção; que o mais velho precisa aprender a dividir. Concordo. Ele tem que aprender, mas dificilmente esse processo será bem-sucedido e saudável na primeira semana de vida do caçula, enquanto ele literalmente recebe toda atenção da vida. Até hoje, às vezes, a Manuela (que já é irmã mais velha há quase três anos) comenta: “você já percebeu que quando as pessoas falam com a Ana, dão mais alegria para ela do que para mim?”. Isso não é bacana, não é justo e não tem nada a ver com aprender a dividir. É uma diferença que as pessoas fazem sem perceber e machuca…

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Comentários

  1. Priscilla Saber disse:

    Meu Deus! Que triste o comentário da sua filha!
    Estou com 31 semanas e tenho uma menina de 5 anos, estou morrendo de medo dessa diferença de tratamento!
    Muito bom o seu texto! Vou compartilhar já!

  2. Karina disse:

    Meu mais velho (6 anos) aceitou muito bem o maninho. As pessoas não entendem até acham que mentimos qd dizemos que não tivemos problema algum com os dois. O mais velho chegou a me perguntar se era errado ele não ter ciúmes do irmão de tanto que ouviu isso. Chegaram a falar na nossa frente pra ele que não era para ele ter ciúme que o mais velho era o mais amado e o mais especial, achando que estavam ajudando.
    O fato e5qur quando bem trabalhado entre os pais dá sim para amenizar e muito o impacto nessa chegada do bebê.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 12 anos, e Ana Júlia, 7 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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