Para Mães e Pais puerpério

Puerpério mais tranquilo: como lidar com o pós-parto

7 de dezembro de 2017

Puerpério é difícil. Hoje a gente já sabe – ou pelo menos quem lê sobre pós-parto sabe. Hormônios a mil, a privação de sono é cruel, encarar uma realidade para a qual a gente não estava completamente pronta assusta… Não é moleza! Porém, eu parei para pensar nas minhas duas experiências e reuni neste post algumas considerações. Eu acho – ACHO – que podem ajudar você a passar por essa fase com mais tranquilidade.

Entenda o puerpério – mas não sofra por antecipação

Na minha primeira filha, eu nem conhecia o termo puerpério e não tinha nem ideia do que se tratava. Se você ainda está meio sem saber, leia esse post bacana do Ministério da Saúde).

Por um lado, essa falta de conhecimento foi ruim, pois eu não compreendia muito bem as minhas emoções. Eu achava, de vez em quando, que estava ficando louca ou não estava sendo uma boa mãe para o meu bebê.

Por outro lado, essa falta de conhecimento foi boa, pois eu não fiquei pré-dispondo meu coração a receber sentimentos negativos com base em experiências alheias. EXPLICO: Nem todo puerpério é igual. Se a gente fica lendo continuamente só as coisas negativas, nos preparamos – ainda que inconscientemente – para reproduzir essas experiências. A impressão que tenho é que quanto mais achamos normal algo, mais deixamos isso se manifestar em nossas vidas e menos lutamos contra isso.

(Outro exemplo materno: a gente lê o tempo todo que todas as mães se estressam com as crianças e gritam com seus filhos. Então, a gente assume que é normal gritar com os filhos e pára de se policiar para ter mais paciência e ser gentil com eles).

“Mas como controlar os hormônios?”

Claro que hormônios não são controláveis e, por isso, que eu disse: nem todo puerpério é igual. Mas se você assume que é normal toda puérpera ficar chorando dia e noite no quarto ou ter crises de raiva, quando um sentimento de tristeza ou ira começar – ainda que pequeno – vai ser mais fácil você se entregar a ele, em vez de buscar maneiras de contorná-los – afinal, “é normal”.

Porém, conhecer essas situações ruins permite que, se em um momento você se encontrar dessa maneira, não se sinta a pior mãe do mundo porque saberá que isso acontece com outras pessoas. E poderá buscar ajuda com menos culpa!

Não rejeite ajuda e procure quando precisar

Sei que não acontece com todo mundo, mas ainda tem gente que se sente mal em receber ajuda – principalmente no primeiro filho. Às vezes, eu tinha o pensamento: “eu preciso dar conta, como quero ser uma boa mãe se não consigo cuidar do meu filho?”. Essa cobrança é muito cruel!

Quando tive minha filha mais velha, a minha mãe vinha em casa todos os dias – por 30 dias – para dar banho na neta (a primeira!). Ela vinha na hora do almoço e ainda me trazia comida. Além do banho e da refeição, algumas vezes, enquanto eu amamentava, ela varreu a casa e passou roupa para mim! Santa mãe amada a minha. Já na segunda filha, eu tinha uma ajudante alguns dias em casa. O que facilitou muito a minha vida.

Se alguém tiver essa disponibilidade, aceite de bom grado!

Seja clara com seu marido

Entenda que o seu marido não está passando pela mesma tempestade hormonal que acontece no seu corpo. É CLARO que ele precisa estar presente. Porém, só você pode explicar para ele como está se sentindo. Faça da melhor maneira que conseguir.

Além disso, seja clara em relação às necessidades que você está vendo (com a criança e a casa) e que, talvez, ele não esteja enxergando. Na primeira filha, essa falta de comunicação me levou a mandar meu marido para fora de casa. Ainda bem que ele não foi (eu conto mais aqui).

Na segunda filha, tivemos essa conversa antes mesmo da gravidez. Eu expliquei que se realmente queríamos mais um bebê, eu precisaria que ele tivesse determinadas atitudes, senão nem queria saber. Ele entendeu, concordou, mas mesmo assim – muitas vezes – precisei lembrá-lo de algumas coisas.

O segredo da paz é a clareza na comunicação lembrando que seu marido não é seu inimigo (por mais que os hormônio e sono façam parecer hahahaha).

Cerque-se de amigos (as) de verdade

Quando eu digo amigos de verdade, são aqueles que não ligam se tem bagunça na sua casa e que você pode simplesmente falar “preciso que você vá embora agora”, sem nenhum ressentimento. Esses são os amigos que vão te fazer companhia, vão te ouvir, vão te fazer rir. São aqueles que vão entender quando você não estiver a fim de sair e estarão dispostos a trocar um cinema por um filme na sua casa apenas para estar com sua família. Cerque-se dessas pessoas amadas!

Saia de casa

Saia de casa! Coloque o bebê no carrinho e dê uma volta na quadra. Vá à panificadora, ao açougue, à farmácia. Se tiver um carro à sua disposição, coloque o bebê na cadeirinha e vá passear. Seja em um parque ou pelo bairro. Se tiver alguém para te ajudar, amamente e saia por 30 minutos sozinha, nem que seja para comprar um pão.

A gente precisa de sol, precisa de ar fresco, precisa pensar em outras coisas que não sejam o puerpério. Isso ajuda a lidar com os pensamentos, sentimentos e hormônios. Com a Manuela, eu passeava muito com ela no carrinho. E também aproveitava o período entre mamadas para ir ao mercado que ficava na frente da casa da minha mãe (almoçávamos lá aos domingos). Eu passeava por todos os corredores e, às vezes, não comprava nada. Era só o desligar a cabeça!

Quando der, durma quando o bebê dormir

Eu ODEIO esse conselho. Uma vez, vi um post nas redes sociais que resumiu bem: durma enquanto o bebê dorme. E, seguindo a lógica, tome o banho enquanto o bebê toma banho e limpe a casa enquanto o bebê limpa a casa. Eu sei que não dá para simplesmente dormir toda vez que o filho dá um descanso para a gente porque a vida segue e as tarefas são muitas.

Porém, na medida do que você conseguir, coloque o sono como prioridade em algum momento do dia. Se é no fim da manhã, no meio da tarde, no início da noite… Não sei! Mas comece a ver em qual momento você está mais exausta e aproveite para cochilar junto com o bebê. Isso irá renovar as suas forças!

Não tenha medo de procurar ajuda profissional

Se você perceber que está entrando em um frenesi de sentimentos com os quais não consegue lidar, mesmo com toda ajuda de parentes, amigos e esforço próprio, converse abertamente com seu obstetra e não tenha medo de procurar ajuda.

Você não é a primeira nem a última mulher que se sente assim e o médico não irá te julgar. Seus sentimento não estão relacionados de maneira alguma com o nível de amor que sente por seu filho ou com o quão boa mãe você é.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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