Lá em Casa homeopatia para crianças

Quando eu achei que tinha acabado

9 de fevereiro de 2010

Quando o bebê nasce muita coisa muda na vida da gente, mas a mudança mais radical na vida minha e do meu marido foi em relação ao nosso sono!

Nós podemos, tranquilamente e sem peso na consciência, dormir até meio-dia (ou mais, se assim sentirmos necessidade). Quando a Manuela nasceu tudo mudou… Principalmente para mim que tinha que acordar durante a madrugada para a amamentar e, depois, pela manhã logo cedo. E, apesar de eu querer, não conseguia dormir durante o dia enquanto ela cochilava. Acabava dormindo pouco mesmo.

Como já falei em post anterior, sou abençoada pelas noites da Manuela, desde os 4 ou 5 meses. Desde essa idade ela dorme a noite inteira, de 10 a 12 horas direto. Mas, nos primeiros meses, muitas foram as noites que precisei passar em claro fazendo massagem para cólica, dando remédio, ninando no colo, fazendo inalação e tantas outras coisas.

Quando eu achei que tinha acabado, surpresa: passei essa madrugada de domingo para segunda, tentando descobrir desesperadamente o que fazia a Manuela (com um ano e dois meses) chorar. Desde o início do mês, ela tem dormido muito mal por causa do calor recorde que está fazendo nas noites curitibanas. Mas de segunda para terça, não parecia ser esse o problema: ela estava caindo de sono e ainda sim chorava.

Fiz massagem, medi a temperatura, aumentei o ventilador, troquei a fralda, dei água e chá, e nada, nada resolvia… Ela me abraçava e chorava. Foi muito triste. Depois de algum tempo resolvi dar paracetamol, pois se ela estivesse com dor, passaria. Acho que ela estava mesmo porque parou de chorar e dormiu!

É claro que eu estava super cansada na segunda, mas não abriria mão de passar a noite acordada com ela. Mesmo que meu marido estivesse de férias e fosse atendê-la, sei que não conseguiria dormir enquanto ela estivesse chorando.

Uma das minhas memórias de infância mais fortes foi quando caí de bicicleta em uma pista de terra que tinha lá no parque Barigui. Estava com meu pai, minha irmã e meus primos. Cortei meu braço e cotovelo e nunca me esqueci da cena: eu saindo da pista, chorando, com o braço sangrando e meu pai vindo correndo para me abraçar.

Acho que sofrer junto vai parte da paternidade/ maternidade. Abraçar e chorar quando o nosso filho está chorando é uma forma de dizer: “estou aqui com você, não precisa nunca se sentir sozinho!”. Espero que a Manuela sempre se lembre disso, quando estiver com seus problemas na escola, com os amigos e – um dia distante – com o namorado, marido ou filhos…

Hoje, graças a Deus, ela já está melhor e a noite foi mais tranquila. O amanhã a gente nunca sabe, mas quero que ela tenha a certeza de que sempre pode contar comigo para passar as noites acordada!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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