Lá em Casa noites de tormenta mãe cansada blog de mãe

Se eu morresse hoje…

20 de agosto de 2015

Às vezes, fico pensando o que aconteceria se eu morresse hoje.

Alguém saberia quando é a próxima vacina da Ana Júlia?
Alguém saberia o que elas comem no café da manhã?
Alguém saberia o que precisa levar para um passeio no parque?
Alguém saberia que nas quinta-feiras a Manuela tem que ir de cabelo preso para a escola porque tem educação física?

Eu amo minhas filhas e já me acostumei com a rotina que elas me impõe. Mas, às vezes, o que me cansa é que tudo parece estar nas minhas costas. Tudo!

Eu que levo para a escola, para o pediatra, para o dentista.
Eu que organizo o uniforme, as mochilas da escola, confiro a agenda todo dia.
Eu que determino o que, quanto e quando podem comer, as regras da televisão, os horários de dormir.

Sei que algumas coisas são naturais pela própria estrutura de horários meus e do meu marido, mas outras coisas eu sei que são consensos da sociedade que já passaram da hora de mudar.

Quando foi a última vez que você ouviu um colega de trabalho homem dizer que precisava sair mais cedo porque tinha reunião na escola?
Quando você vai ao pediatra, quantas crianças você vê apenas com o pai?
Já viu algum homem comprando roupa para criança?

Não quero entrar na discussão de papéis de homens e mulheres, machismo x feminismo. Quero apontar o dedo para mim mesma, que quero carregar o mundo nas costas e depois fico exausta por causa disso.

Eu preciso parar de querer ser super-heróina.
Eu preciso pedir ajuda.
Eu preciso dividir tarefas e funções e não simplesmente assumir que tudo é minha responsabilidade.

E quem sabe, quando eu me posicionar assim, as pessoas ao meu redor vão responder da maneira que eu espero.

Já vi rolando várias versões desta imagem abaixo nas redes sociais. A gente ri, tem épocas que a gente se sente super poderosas e especiais por sermos tão solicitadas, mas tem dias que a gente quer mesmo é gritar. Acho o cúmulo, por exemplo, quando minha filha vai até o meu quarto enquanto eu estou lendo um livro para pedir para eu colocar um copo de suco, enquanto o meu marido está lá na cozinha do lado dela. Pois é, tem que rir para não chorar!

Essa vi neste link

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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