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Para Mães e Pais

Solidariedade materna

6 de março de 2012

Eu já falei aqui no blog – há muito tempo quando ainda estava grávida – sobre como as mães são uma “classe unida”. Na época, eu tinha acabado de ganhar muitas, muitas (mas muitas mesmo) roupinhas – e ótimos conselhos – da minha amiga Ingrid, mãe de gêmeas um ano mais velhas que a Manuela.

Mas daí a Manuela nasceu, foi para a escola e eu conheci o lado obscuro da maternidade: mães loucas e descontroladas que comparam seu filhos e competem entre si, como se ter o filho que anda mais cedo, que não se suja para comer ou que não chora para ficar na escola fosse o certificado do seu sucesso como mãe (só que não). Tenho apenas uma coisa a dizer sobre isso: as pessoas são malucas!

Felizmente, entre as minhas amigas mães sempre desfrutei de cumplicidade e amizade genuína. E tenho o prazer de contar com a solidariedade e a empatia nos assuntos maternais. Essa minha amiga mãe das gêmeas é um dos exemplos. Ela é uma “mãezona” para qualquer criança que estiver perto dela. Ela age com ternura, carinho, firmeza com todas.

Assim também é a Carol, mãe do Dudu, ela – como bem definiu a minha amiga Mahara – “trata todas as crianças juntas num pacotão”. Para ela, não tem tempo ruim. Quem cuida de um no parquinho, cuida de três. Quem faz pipoca para um, faz para três. Quem brinca com um, brinca com três. É muita disposição!!

Essa semana, me surpreendi com a solidariedade materna em um ambiente incomum: a escola. Este ano, a Manuela (agora com 4 anos) mudou de escola e, além de um novo ambiente, todo o processo é diferente. A adaptação escolar está sendo tensa! Em vez de ir para sala quando chega, ela fica no parque e depois faz fila. Então, com todas essas mudanças, ela ainda não está super segura de ficar na escola e às vezes chora para eu não ir embora.

Como os pais podem ficar vendo as crianças no parque, ela vem ali na grade choramingando. Numa dessas ocasiões, eu estava conversando com a mãe de uma coleguinha dela e não é que a mulher começou a chorar com dó da Manuela? Foi bonitinho, mas engraçado.

A verdade é que as mães do mundo – em vez de ficar com essa bobeira de comparação e julgamento – deveriam se unir e tudo seria muito mais fácil para todas, né? No dia seguinte, essa mesma mãe me contou que ficou consolando a Manuela quando eu fui embora, mas me deu o maior apoio: “O melhor é deixá-las e ir embora rápido mesmo”.

Para terminar, fica um texto do grande Luis Fernando Verissimo sobre o Dia das Mães e a maternidade:

(…) Foi um sucesso. Ninguém podia chamar aquilo de oportunismo comercial, pois ser contra o Dia das Mães equivaleria a ser contra a Mãe como instituição. Isto chocaria a todos, principalmente às mães. Que, como se sabe, formam uma irmandade fechada com ramificações internacionais. Como a Máfia. As mães também oferecem proteção e ameaçam os que se rebelam contra elas com punições terríveis que vão da castração simbólica à chantagem sentimental. Pior que a Máfia, que só joga as pessoas no rio com um pouco de cimento em volta (…)

Luis Fernando Verissimo – Comédias da vida privada

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 11 anos, e Ana Júlia, 6 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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