Para Mães e Pais 3 anos

A vida é dura aos 3 anos e como deveríamos agir em relação a isso

9 de setembro de 2017

A criança de 3 anos está brincando com a chave do carro da tia. Aperta um botão que não deve. O alarme do carro dispara. A mãe leva um susto e fala alto “filha, não podia ter apertado aí”. A chave é tirada da mão e as pessoas correm para resolver o problema do carro. Resultado: a criança fica profundamente brava e de cara feia.

Leitura do adulto: fez o que não devia e agora está brava e me desafiando.

Leitura da criança: eu fiz alguma coisa que não podia fazer, eu não sei se estragou ou não, todo mundo ficou agitado, e agora? O que será que está acontecendo? Eu não deva ter feito isso. Estou brava comigo mesmo e não quero ninguém falando comigo.

Como agir?

Essa situação aconteceu essa semana com a Ana Júlia. A foto é exatamente do momento e ela me disse que poderia compartilhar. Na hora, eu não agi corretamente. Mas depois consegui entender exatamente como ela estava se sentindo. Como eu deveria ter agido? Explicado: “filha, você não sabia que não podia apertar aquele botão, o alarme disparou e todo mundo ficou agitado porque não estava conseguindo resolver. Não precisa ficar tão brava, acontece. Agora a gente já sabe que você não pode brincar com a chave da tia, né? Mas ninguém está bravo com você. Foi sem querer. Está tudo bem!”

Haja paciência

Sim, haja paciência e frieza para não deixar as emoções tomarem conta. Mas lembra que eu falei no vídeo do Terrible Two? A gente já sabe (ou deveria saber) como lidar com o turbilhão de emoções que a gente sente. A criança ainda não. Ela precisa que a gente explique o que ela está sentindo e qual é a resposta apropriada para esse sentimento.

Até com os mais velhos

Até hoje eu ainda preciso ter esse cuidado com a Manuela, aos 8 anos. É claro que, no dia a dia, ela já aprendeu a lidar com muitas emoções, mas ainda não é 100% (aliás, acho que ninguém fica 100%, por isso é tão bom as pessoas fazerem terapia).

Estávamos na igreja essa semana e uma amiga da Manuela, que é um ano mais velha, pôde ajudar com as crianças pequenas. Mas a Mani não podia, ela precisava ficar na sala dela, por causa da idade. Ela ficou profundamente chateada e brava! Eu precisei sentar com ela e explicar: “filha, você está frustrada e isso é normal. Nem sempre a gente consegue as coisas da maneira que a gente quer. Mas não podemos ficar emburradas e dando patada em todo mundo por causa disso. Logo você terá idade para fazer o que você quer!”

Educação emocional

Para mim, essa educação emocional é uma das partes mais importantes para o desenvolvimento saudável dos nossos filhos. Quem fala muito sobre isso é a psicóloga Camila Machuca. Ela dá umas dicas bem bacanas no Instagram. Segue lá: www.instagram.com/camilamachucapsi

 

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Comentários

  1. mariana disse:

    Amei seu post, realmente é muito difícil eles aprenderem a lidar com as emoções e são nesses momentos que podemos ajudar a resolver esse conflito. Mas vou te contar, não é nada fácil, aqui mesmo, as vezes me pego fazendo exatamente o contrário do que deveria fazer, Tento me corrigir e na próxima ser mais amável em situações assim. Enfim, somos mães e vivemos tentando acertar. Parabéns pelo excelente texto.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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