Para Mães e Pais

Vacina da gripe: tomar ou não tomar?

5 de maio de 2017

Eu sempre fui da turma do “não adianta tomar vacina da gripe porque a gente vai ficar gripado de qualquer jeito”. Hoje eu sei que não é bem assim. Gripe é uma coisa (bem mais grave) e resfriado é outra. E a vacina protege alguns vírus que podem trazer complicações sérias. Então, para esclarecer sobre o tema, pedi para a Dra. Ana Paula Flora, gerente médica de vacinas da Sanofi Pasteur, a responder algumas questões sobre o tema.

Como funciona a vacina da gripe?

A vacina trivalente contra a gripe protege contra os vírus Influenza A H1N1, Influenza A H3N2, e um tipo de Influenza B, de acordo com a recomendação anual da Organização Mundial da Saúde (OMS). A quadrivalente protege, além dos três tipos de vírus da gripe da trivalente, contra um tipo adicional de Influenza B.

A partir de que idade deve ser tomada?

A vacina pode e deve ser tomada a partir dos seis meses de idade. Como nenhuma vacina influenza pode ser administrada em bebês menores de seis meses, a vacinação de seus contatos é uma forma de protegê-los.

Quais são os riscos e efeitos que a vacina pode ter?

A aplicação da vacina pode causar pequena vermelhidão e endurecimento local ou dores musculares leves que geralmente desaparecem poucos dias após a injeção. Contraindicações: A vacina não deve ser administrada em bebês menores de seis meses e pessoas com reação alérgica grave às proteínas do ovo. Em pessoas com febre e infecção aguda, a vacinação deve ser postergada até a recuperação.

É segura para as crianças?

Sim, a vacina contra gripe para crianças acima de seis meses é segura e indicada pela Organização Mundial de Saúde. Lembrando que para uma vacina ser aprovada e chegar até a população, são realizados diversos estudos e pesquisas para comprovar sua segurança e eficácia.

As crianças estão mais suscetíveis a apresentarem efeitos adversos?

Não. As reações no local de injeção são as mais comuns, tanto em adultos quanto em crianças.

A vacina é dolorida?

A aplicação da vacina pode provocar um pequeno incômodo por conta da perfuração na pele e deixar uma leve dor local que deverá desaparecer momentos após a injeção.

Há vários tipos de vírus da gripe, certo? Além de muitos vírus que causam resfriados. Qual é a proteção efetiva da vacina? Existe algum dado que aponte a queda nas infecções respiratórios depois de ser tomada a vacina?

O vírus causador da gripe é o Influenza, que possui três tipos (A, B, C), sendo os tipos A e B os mais comuns e frequentes. As infecções por vírus A e B são clinicamente indistinguíveis e, embora o influenza A seja mais identificado, as cepas B apresentam uma carga importante em crianças.

A vacinação é a forma mais efetiva para prevenir a infecção pela doença. Quanto mais pessoas forem vacinadas, menos o vírus influenza será disseminado e mais pessoas dos grupos prioritários e de risco, que podem ser atingidos de forma mais grave, estarão protegidos.

Nos Estados Unidos, pesquisadores acompanharam o nível da proteção da vacinação durante sete anos – 2005 a 2011 – e concluíram que a vacinação foi responsável pela redução de 1,1 milhão de casos[1] entre 2006 e 2007 e outros 5 milhões de casos entre 2009 e 2010.  Já no quesito hospitalização, 7,7 mil  internações entre 2009 e 2010 foram reduzidas no ano em que foi detectada pandemia e 40,4 mil entre 2010 e 2011. A proteção variou entre as faixas etárias, mas o programa de vacinação propiciou benefícios substanciais à população, reduzindo casos, consultas e hospitalizações.

A efetividade da vacina contra a gripe (ou sua capacidade de prevenir a doença e suas complicações) pode variar de uma temporada para outra. Também pode mudar dependendo da pessoa que recebe a vacina, de acordo com sua idade e estado de saúde e conforme a semelhança ou “compatibilidade” entre os vírus incluídos na vacina e aqueles disseminados na comunidade, no caso da vacina trivalente.

Apesar destas variações, estudos demonstram que, caso indivíduos vacinados contraiam a enfermidade, os sintomas são mais leves, além de diminuir o risco de hospitalização, especialmente no caso de crianças, idosos e grávidas, entre os quais ocorrem quadros mais graves e maiores índices de mortalidade.²

[1] Kostova D et al.  Retrospective public health impact of a quadrivalent influenza vaccine in the United States. PLoS One. 2013 Jun 19;8(6):e66312

² Fonte: https://www.cdc.gov/flu/about/qa/misconceptions.htm. Acessado em 02/05/2017.

 

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Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 8 anos, e Ana Júlia, 3 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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