Lá em Casa adaptação escolar

Adaptação escolar: Chororô para ficar na escola

28 de janeiro de 2016

Ah, a adaptação escolar… Ana Júlia, 1 ano e 9 meses, está chorando para ficar na escolinha. Mas chorando muito! As aulas começaram na segunda-feira e a hora de deixá-la com a professora tem sido de partir o coração. É aquele griteiro, “não, mamãe”, muitas lágrimas e aqueles bracinhos esticados pedindo para vir para o meu colo. Aquela cena perfeita para me fazer pensar VOU LARGAR TUDO, PEGAR MINHA FILHA E IR PARA CASA.

Hoje, para tentar amenizar, parei com o carro a uma quadra da escola e expliquei para ela que ia deixá-la, mas que voltaria buscá-la. Até compartilhei lá no Instagram:

Mas não está fácil para ninguém! #adaptaçãoescolar Reparem na revolta do final! ?? Rio, mas choro também!! Hahahahaha

318 Likes, 57 Comments – Melina Pockrandt (@maternidadesimples) on Instagram: “Mas não está fácil para ninguém! #adaptaçãoescolar Reparem na revolta do final! ?? Rio, mas choro…”

Não funcionou. Ela chorou ainda mais hoje na porta de escola.

Mas, porém, contudo, entretanto, eu sei que isso é NORMAL na adaptação escolar. Manuela ia para a escola desde os 8 meses de idade e, até os 4 anos, todo início de ano ela chorava para ficar na escola. As tias mudam, a turma muda, a rotina muda. A criança sente e chora. É triste, a gente tenta amenizar, quer consolar… Mas tem uma hora que, o melhor a se fazer é ir embora. Pode até ser com o coração na mão, mas ir embora.

Eu fui, como sabia que tinha que fazer, e logo recebi a ligação da professora dela avisando que era para eu ficar tranquila que, apesar de a Ana Júlia estar chorando para entrar na escola, ela para de chorar antes mesmo de entrar na turma. E antes que você me diga “mas é claro que ela vai te falar isso”, a professora me incentivou: “amanhã, depois que ela entrar, estaciona o carro e entra na escola para você dar uma espiada nela. Você vai ver como ela vai estar tranquila e pode ficar o tempo que quiser por aqui”.

Claro que quando fui buscá-la, ela estava toda feliz. Me contou que “Jujulia foi no paique [parque]” e, ao contrário do que vocês podem imaginar, não saiu correndo para os meu braços. Veio de mãos dadas com a professora, demorou para vir no meu colo, deu beijo e tchau para a “tia”.

Resumo da história da adaptação escolar: dói na hora do chororô? Sim. Mas eu fico tranquila porque eu CONFIO na escola que eu escolhi e consigo reconhecer na minha filha os sinais de uma criança feliz e bem tratada.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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