Durante a Gravidez amamentar dói Oração pela mãe que amamenta

Erros e acertos: amamentação

13 de agosto de 2010

O Ministério da Saúde precisa urgentemente melhorar as suas campanhas pró-amamentação. Vi uma propaganda da campanha nova essa semana e fiquei meio revoltada… Eles continuam batendo na tecla: “a criança deve mamar pelo tempo que quiser e quantas vezes quiser” e não esclarecem isso direito.

Talvez, eu me faça compreender melhor explicando a minha experiência. Mas antes de mais nada eu quero deixar claro que sou TOTALMENTE a favor da amamentação exclusiva até os seis meses e de continuar a amamentação pelo tempo que der… Entretanto, é preciso muita orientação, principalmente para as mães de primeira viagem.

Quando a Manuela estava na UTI, qualquer dois minutinhos que ela mamasse era lucro. Então, a luta era por ela mamar o tempo que ela quisesse… Nos primeiros dias que ela saiu, também! Pois se ela perdesse peso nesse primeiro período em casa, ela teria que voltar para a observação no hospital.

No dia que ela teve alta, o pediatra plantonista não deu nenhuma orientação extra, além daquilo que as enfermeiras da UTI já tinham falado. Então, chegando em casa, eu acordava-a a cada três horas para mamar e tudo bem. Felizmente, ela não perdeu peso e, depois de uma semana na casa da minha mãe, fui para meu doce lar.

Acontece que o neném já nasce com uma necessidade de sucção – até mesmo instintiva para facilitar a amamentação – e, como a Manuela não chupava chupeta, ela estava sempre com a boca aberta, parecendo com fome. Resultado: eu passava horas – de verdade, não é força de expressão – com ela no seio, mamando, dormindo, acordando e mamando mais. Quando tirava, ela chorava e parecia com fome… Então, ecoava na minha mente as palavras das campanhas do Ministério da Saúde “Livre demanda, livre demanda… o bebê pode mamar o quanto quiser e quantas vezes quiser”.

Sério, em uns 15, 20 dias, eu estava completamente exausta. Pensava seriamente em colocar a Manuela na mamadeira… Imagina! Com menos de um mês de vida!! Se eu não tivesse orientação adequada – o que acontece com milhares de mulheres – eu tranquilamente iria comprar fórmula e dar para ela na mamadeira. Isso porque tem muita mulher que compra leite integral de caixinha mesmo para dar para neném com menos de seis meses. Tudo porque ninguém explicou exatamente como era para fazer essa tal de amamentação.

Bem, resumo da ópera: por pouco mais de um mês, eu resisti bravamente nessa vida. Felizmente, à noite, a Manuela era mais rápida, mamava e já dormia. Na segunda visita ao pediatra, ele perguntou da amamentação e eu disse que ela mamava bem, ficava horas no seio. Ele ficou chocado! “Como assim?”.

Então, ele explicou que ela estava usando o seio como chupeta para suprir a necessidade de sucção (por isso, liberamos a chupeta para ela), mas que essas horas de mamada não eram benéficas para ela, pelo contrário, traziam prejuízo inclusive para o ganho de peso devido ao grande esforço que ela fazia para sugar o leite.

Além disso, ele listou diversos erros:
– O bebê não pode ficar mais de 15, 20 minutos em cada seio porque o leite acaba
– Após o término da mamada, o seio precisa de um intervalo de pelo menos 30 minutos para produzir mais leite
– Sem o intervalo, não tinha leite: a Manuela estava sugando ar que, além de exigir grande esforço físico, dava mais cólicas e deixava-a irritadiça

Gente, sério! Depois disso a minha vida mudou. Passei a controlar melhor as mamadas da Manuela, ela passou a se alimentar mais, ganhou peso com mais facilidade… Claro que, em pouco tempo, tivemos que complementar a alimentação dela com fórmula (com 4 meses), mas isso é assunto para um outro post.

Observação: Uma coisa que me ajudou no início da amamentação foi o intermediário de silicone. Um bico que fica entre o seio e a boca da criança. Quando estávamos na UTI, a Manuela não consegui segurar adequadamente o bico do seio, então o intermediário ajudou ela a conseguir sugar o leite. Usei por uns dois meses, antes de ela aprender a sugar sozinha.

Cada vez que eu ia na UTI amamentá-la, uma enfermeira diferente falava uma coisa. Uma dizia que não era para eu usar o intermediário, a outra dizia que era para eu já começar amamentando com o acessório… Confesso que ficava super nervosa. Um dia a fonoaudióloga – que fazia a estimulação oral diária na Manuela – falou para eu tentar primeiro sem o intermediário e ao primeiro sinal de fracasso, já colocar o acessório, pois o que importava no momento era que a Manuela mamasse e ganhasse peso. Esclareceu e me ajudou.

Acho que acima de tudo, o sucesso da amamentação depende da tranquilidade da mãe. Não ouça o que os outros falam nem aceite a pressão que te colocam para você conseguir ser uma máquina de dar leite… Esse é um momento da mãe e da criança. Siga as recomendações do pediatra, disponha-se a fazer o seu melhor e curta esse momento de imensa cumplicidade entre mãe e bebê.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 10 anos, e Ana Júlia, 5 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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