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Para Mães e Pais livro não me faça contar até três

Livro: Não me faça contar até três

2 de outubro de 2020

Há uns dois meses, ganhei de presente da Livraria Fides o livro Não me faça contar até três da editora FIEL.

livro não me faça contar até três

É um livro cristão sobre criação de filhos e aborda vários tópicos relacionados à educação, baseando seus conceitos nos princípios bíblicos. Vamos falar um pouco sobre o livro?

Chegando ao coração do seu filho

Na primeira parte do livro, a autora resgata a importância da missão dos pais no que diz respeito a instruir para moldar o coração e não somente os comportamentos externos. Ela também se dedica a resgatar o valor real da disciplina – algo que é mal visto na sociedade atual, como sinônimo de crueldade, gritos ou castigos cruéis. Por terem “medo” de disciplinar, muitos toleram comportamentos errados e falham em moldar o caráter de seus filhos.

Mas sabemos que a disciplina não é crueldade, pelo contrário, é prova de amor (inclusive já falamos sobre isso aqui: Crianças precisam de disciplina). A Bíblia orienta a disciplinar com objetivo de instruir na justiça – ou seja, corrigir o errado orientando sobre o certo. “Não estamos buscando ações aparentes, mas a purificação interior. Estamos atrás dos próprios corações de nossos filhos.”

Isso é extremamente importante do ponto de vista bíblico, já que Provérbios alerta que do coração procedem as fontes de vida. O que habita no coração dirige todos os comportamentos de nossos filhos. Por isso, o foco da nossa disciplina precisa sempre ser ele.

Lembrando que nossos filhos são seres humanos, portanto, nasceram pecadores e tendem ao mal que habita neles. Focar no coração – corrigindo o mal e instruindo na justiça – é essencial para a boa educação de filhos e, principalmente, para formar crianças receptivas à salvação e redenção em Cristo Jesus.

Olha algumas pérolas do livro sobre isso:

“Mas não cometa o erro que muitos pais cometem, permitindo que seu desejo por mudança de comportamento substitua seu desejo por um coração mudado. Se você conseguir alcançar o coração, o comportamento cuidará de si mesmo. (…) Uma mudança no comportamento que não decorre de uma mudança de coração não é louvável; é condenável. Não é a mesma hipocrisia que Jesus condenou os fariseus?”

A mãe de provérbios 31

A mulher de provérbios 31 é um modelo que nos inspira. Ginger Hubbard mostra que tipo de mãe era essa mulher, baseado que a Bíblia fala.

Segundo o versículo 26, ela fala com sabedoria e ensina com amor. No fim do capítulo, mostra que seus filhos e marido a elogiam. Por que? Porque ela lhes preparou para a vida adulta. “Eles a abençoam porque foram abençoados por ela.”

Um treino!

Aprender a identificar os problemas do coração por trás do comportamento errado é um treino. Precisamos encontrar a raiz do problema: egoísmo? Orgulho? Ciúme?

A Bíblia nos traz listas de frutos da carne que podem nos ajudar a identificar as causas de comportamentos errados dos nossos filhos. Mas é um treino. Além de nós, pais, precisarmos ser exercitados nessa habilidade, nossos filhos também precisam ser instruídos:

– instruídos a identificar o problema do próprio coração
– instruídos a expressar o que estão pensando e sentindo de maneira apropriada
– instruídos sobre o comportamento correto a ter em cada situação

“Nosso objetivo em sondar o coração da criança é trazê-la à avaliação sóbria de si mesma como uma pecadora, ajudá-la a reconhecer a sua necessidade de Cristo e ensiná-la a agir, pensar e ser motivada como um cristão. Não é tão difícil ensinar nossos filhos a agir como um cristão.  Nós teremos conseguido realmente realizar alguma cosia quando os ensinarmos a pensar como cristãos. Pensar como um cristão o ajudará a crescer em sabedoria e os preparará para governar o próprio comportamento de uma maneira que glorifique a Deus.”

UAU!! Você notou isso? Ensinar as crianças a terem a mente de Cristo as ajuda a desenvolver o domínio próprio para controlar os próprios comportamentos. Não é você que molda o comportamento, é a criança que busca ser mais parecida com Jesus usufruindo da graça divina (que nos capacita em tudo para a vida e a piedade).

Para que isso aconteça, entretanto, nós precisamos resistir à preguiça de somente corrigir o comportamento errado. Precisamos ajudar a criança a questionar o porquê ela teve aquela atitude, qual é o pecado nisso e qual deveria ter sido a atitude correta.

É assim que treinamos os nossos filhos a discernirem o próprio coração, mas, principalmente, a internalizarem as conclusões às quais chegaram.

Não basta tirar o que é ruim, é preciso encher do que é bom

A instrução na justiça faz parte do trabalho de pai e mãe. E isso significa corrigir o comportamento instruindo sobre o que é o certo. Ou seja, toda correção precisa ser acompanhada de uma instrução que indica qual é a rota alternativa ao comportamento errado.

É instantâneo? Não! A gente continuamente planta e verá os frutos no futuro. Não podemos desanimar. A palavra de encorajamento da autora está lá em Gálatas: não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo colheremos, se não desanimarmos!

Repreensão bíblica e o autocontrole materno

Quando fala sobre a repreensão bíblica, a autora não deixa de lembrar a nossa responsabilidade, como mãe e pai, de buscarmos ser mais parecidos com Jesus, a começar pelo domínio da língua.

A Bíblia lembra que nossas palavras podem curar, conformar, mas também serem nocivas se forem cruéis ou duras. Ou seja, a repreensão precisa ser feita com cuidado para atingir seu objetivo: expressar verbalmente a nossos filhos que eles violaram a Palavra de Deus. Sem equilíbrio, o resultado será a ira de nossos filhos.

Nesse aspecto, ela deu uma verdadeira aula com orientações para a correção verbal, entre os passos, ela inclui:

– Examinar seus motivos: por que eu vou corrigir? “Se a nossa motivação é pecaminosa, nós repreenderemos de uma forma pecaminosa, e nossos filhos verão isso como um ataque pessoal ou uma ato de vingança. Isso pode resultar em raiva em vez de arrependimento. Ore pelos seus motivos antes de repreender seu filhos se você sentir que eles estão duvidosos.”
– Escolha o momento e o lugar certo para evitar a humilhação pública.
– Escolha palavras certas, optando pelas citações bíblicas.
– Escolha sempre o tom certo de voz. Gritar nunca traz benefícios para quem ouve ou para quem assiste, talvez apenas dê alívio a quem grita.

Confira algumas pérolas da autora sobre o “sair do sério” com as crianças:

“Esbravejar nunca é de fato correto, ao lidar com uma criança ou qualquer outra obrigação da vida. “Esbravejar” é atacar ou insultar com um discurso tempestuoso… Esbravejar é sempre uma manifestação de um espírito ruim e de uma perda de temperamento…”

“Se uma criança agiu de forma errada, ela precisa de conversa; mas nenhum pai deveria falar com uma criança enquanto for incapaz de falar em um tom natural de voz e com palavras cuidadosamente medidas.”

Use a Palavra de Deus

Instruir nossos filhos e corrigir suas ações erradas devem ser ações feitas baseadas na Palavra de Deus. Se o objetivo principal é alcançar o coração de nossos filhos e nossa regra de vida é a Bíblia, são os princípios bíblicos que devem ser usados para apontar o erro e também o caminho certo a seguir.

Além de ensinar a Palavra, devemos insistir para que nossos filhos refaçam a sua ação, colocando em prática a atitude correta. Isso ajuda a reforçar o ensino.

“Você talvez ache que isso soa como um monte de trabalho e tempo, e esta absolutamente certa! Instruir nossos filhos é um processo. Continue a semear e lembre-se da lei da colheita. Você colhe o que planta.”

Mas do que simplesmente um ensino consciente, a Palavra de Deus tem poder! Por isso, é importante que nós falemos dela continuamente. “O Espírito Santo falando através da Palavra de Deus mostrará o erro, convencerá do pecado e promoverá a justiça. A fim de que os filhos caminhem em justiça, eles devem primeiro estar convictos de seus pecados.”

A autora nos lembra que cada erro da criança é uma oportunidade preciosa de ensiná-la. Se víssemos assim, seríamos muito mais justos com os filhos – além de estar alegres em vez de zangados com cada tropeço.

Uso bíblico da vara

A terceira parte do livro se dedica a falar sobre o uso bíblico da vara e considerações sobre a disciplina física. Tem também um conteúdo muito rico sobre obediência, padrões e como ensinar à criança.

Em relação ao uso da vara, eu tenho algumas ressalvas em relação à interpretação da autora, mas isso não impede de você ler o livro e aprender muito com ele, fazendo a sua própria análise e incluindo os seus filtros na leitura.

“Instruir nossos filhos na justiça é um processo, mas Deus promete que, da mesma forma como trabalhar em um jardim, nós colheremos o que semearmos. Continuemos a plantar sementes de justiça. Não consigo imaginar um jardim melhor para plantar essas sementes do que no solo dos corações de meus filhos.”

Apêndices

A obra termina com três apêndices especiais: como se tornar um cristão, como conduzir seu filho a Cristo e como orar por seu filhos.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 11 anos, e Ana Júlia, 6 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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