Para Mães e Pais meu filho acorda de madrugada

O que fazer quando meu filho acorda de madrugada

4 de julho de 2019

Um dos maiores dramas na maternidade são as noites em claro. E o que fazer quando meu filho acorda de madrugada?

Primeiro precisamos entender que são fases distintas nas diferentes faixas etárias. Bem como, existem causas bem específicas como doenças e saltos de desenvolvimento que devem ser tratadas de maneira pontual. Vamos falar aqui sobre aqueles momentos mais genéricos.

Durante o aleitamento materno

Enquanto a criança mama de noite, não tem muito o que fazer. Ela acorda, você vai e dá de mamar.

Como as minhas filhas sempre dormiram no próprio quarto e eu queria que continuasse assim, eu ia até o quarto delas para amamentar e evitava acender a luz, fazer muito barulho ou levá-las para outro cômodo. Assim, elas pegavam no sono mais rápido após a mamada.

Uma dica que vale para as crianças maiores, a partir de três ou quatro meses, é o pai ir atender de madrugada primeiramente. Às vezes, não é fome e o pai consegue acalmar a criança sem que a mãe precise levantar. Se a mãe pega no colo, ainda que não seja fome, o cheirinho já vai despertar o apetite!

Até os dois, três anos

Nos primeiros anos, a criança passa por fases em que simplesmente acorda e “quer viver”. Não quer ficar no berço ou na cama, parece totalmente desperta.

Quando isso acontecia com as minhas filhas, eu insistia duas ou três vezes para que voltassem a dormir. Quando eu percebia que não ia rolar, eu desistia! Levantava e ia viver também.

Eu ficava cansada? Sim! Mas eu iria ficar cansada da mesma forma se eu estivesse tentando fazer a criança dormir e ela não quisesse. A diferença é que eu pelo menos fazia alguma coisa: escrevia, trabalhava, passava roupa… Sim, eu fazia essas coisas de madrugada.

E evitava aquele estresse interior e aquele desgaste no relacionamento com a criança.

Fase do medo ou do pesadelo

Existe uma fase em que a criança sente mais medo e tem pesadelos. E, nós não devemos menosprezar esses sentimentos. Pelo contrário, devemos ser compreensivos e acolher.

Porém, se você é uma pessoa – como eu – que não quer levar a criança para sua cama, é importante manter as mesmas “regras”. Se colocamos muitas exceções, é pior para a criança “voltar ao normal” depois.

Eu, aqui em casa, dou uma palavra carinhosa e estimulo a criança a voltar a dormir. Levo-a na cama se percebo que ela está muito agitada. Atualmente, isso acontece com a Ana Júlia somente, de 5 anos.

Se a criança volta duas ou três vezes, eu tenho outra atitude:

  • Se meu marido está viajando, eu deixo vir para a minha cama.
  • Se meu marido está em casa, eu digo que ela pode vir dormir no meu quarto (ela mesma traz um colchãozinho de berço que temos guardado e deita no chão ao lado da minha cama).
  • Se a criança está muito agitada e vejo que vai atrapalhar os dois, um adulto vai para o quarto dela. Ela dorme no colchãozinho no chão e o adulto na cama de solteiro.

Se as meninas estão simplesmente “sem sono”, eu falo que elas podem ligar a luz do quarto e brincar, mas sem barulho e que, depois, devem deitar e dormir sem chamar a gente. Funciona também!

Dicas gerais: meu filho acorda de madrugada

  • Se a criança está muito desperta, tentar fazê-la dormir só vai gerar mais estresse para todo mundo. Avalie acordar e viver!
  • A criança em processo de desfralde (prestes a desfraldar) pode acordar à noite com vontade de fazer xixi, mas não saber que é isso. Experimente levar ao banheiro e fazê-la dormir novamente. Em muitos casos, funciona.
  • A criança já desfraldada também pode ter dificuldade em perceber que acordou porque a bexiga está cheia. Ela não vai conseguir dormir porque o corpo não vai relaxar. Então, leve-a ao banheiro ou peça para ir fazer xixi antes de tentar fazê-la dormir.
  • Se você quer que a criança volte a dormir, não ligue televisão nem celular. A luminosidade da tela irá prejudicar o sono!
  • Por volta dos 6 anos, é comum a criança ter uma fase recorrente de medo à noite. Mas passa! Mantenha-se o mais fiel que conseguir às rotinas que você gosta e que funcionam na sua casa – se quiser que volte ao normal depois.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 10 anos, e Ana Júlia, 5 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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